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As informações, sugestões e tratamentos citados neste blog e em seus links tem caráter apenas informativo, nunca substituindo a opinião ou conselho de seu médico.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Novidades do Congresso Americano de Arritmias

 Terminou há dois dias o Congresso Americano de Arritmias em Denver, Colorado. Com mais de 11 mil médicos é um dos maiores congressos médicos dos Estados Unidos. A abertura foi realizada pelo ex-presidente americano Bill Clinton. Excelente orador, ele abordou as discrepâncias sobre os sistemas de saúde no mundo mas evitou entrar em detalhes sobre a crise que está vivendo o sistema americano. 
 Os próximos posts trarão as últimas novidades no diagnóstico e tratamento das arritmias cardíacas.
 Milhões de pessoas no mundo estão vivas graças a colocação de pequenos aparelhos chamados de marcapassos, usualmente implantados quando o coração está batendo muito devagar (bradicardia).Estes aparelhos são conectados ao coração por fios chamados de eletrodos, os quais se movimentam a cada batimento cardíaco. Nosso coração bate aproximadamente 100 mil vezes por dia e, nao é a toa que o ponto fraco destes sistemas são os eletrodos.
Interessante estudo europeu demonstrou que um marcapasso sem eletrodos pode funcionar da mesma maneira que um marcapasso normal. Do tamanho de uma capsula de remédio, esta nova tecnologa pode durar até sete anos, tendo a mesma eficácia que um marcapasso normal. 
 Apear desta tecnologia já ter sido apresentada pela indústria durante os congressos há pelo menos 3 anos, pela primeira vez foi realizado um estudo controlado sobre seu implante em humanos. 
 Ainda não conhecemos a eficácia a longo prazo porém é muito provável que daqui a alguns anos os marcapassos serão colocados sem cirurgia e sem eletrodos.

Marcapasso sem eletrodos.
Marcapasso normalmente utilizado












6 comentários:

  1. Que boa notícia. Obrigada Dr. Cidio, por compartilhar estas novidades!! um agrande abraço

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  2. Sr. Dr. Cidio:
    Desde já muito obrigado por todos os esclarecimentos contidos neste seu blog.
    Gostaria de por à sua consideração o seguinte:
    Em Outubro de 2005 sofri um violento Enfarte Agudo do Miocárdio que me destruiu grande parte do coração. Ficou com uma FEVE de 20 a 30%. Em Julho de 2006 foi-me implantado um CDI que tem exercido regularmente o seu papel, tendo actuado inúmeras vezes. Está a fazer sete anos que, segundo foi referido, será o tempo de duração da respectiva bateria. Efectivamente no passado dia 3 do corrente fui a uma consulta normal onde foi verificado o estado da referida bateria. Foi-me referido que estaria a chegar à reserva e que nessa altura emitiria um Bip, o que aconteceu no dia seguinte. Inicialmente ouvia-se de 12 em 12 horas e depois passou a ouvir-se de 6 em 6 horas. Do hospital foi-me dito que se tal bip me incomodasse me deslocasse ali para o desligarem. Entretanto a próxima consulta esta agendada para o dia 28 deste mês, desconhecendo se nessa altura será ou não substituída a respectiva bateria.
    A minha dúvida é: será que o resto da actual bateria chega até aquela data? E se por qualquer motivo o CDI tiver que actuar, com violência, como já aconteceu. O que poderá acontecer? E, se possível quais os procedimentos que devo seguir. Esta dúvida incomoda muito.
    Desde já o meu muito obrigado

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    1. Olá sr. Bártolo, alguns tipos de CDI tem como característica emitirem um sinal (BIP) para indicar o momento adequado para sua substituição com segurança. O BIP, portanto, sinaliza a necessidade de troca, o que não significa que a bateria está no fim, mas que o médico deve ser consultado para programar novas visitas e/ou a troca.
      Obrigado pela visita.

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    2. Muito obrigado Dr. Cidio pelo esclarecimento. Entretanto já contactei o Hospital e está a marcar-se a substituição da bateria.

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  3. Dr. Cidio!

    Tenho 45 anos e possuo bloqueio átrio ventricular total congênito. Atualmente minha FC média é de 43bpm. Sinto muito cansaço e sonolência... seria interessante colocar um marca passo, se colocado, qual seria sua real função nessa situação.

    obrigada

    Mirian

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    1. O Bloqueio átrio-ventricular congênito é uma doença pouco frequente, para a qual existem indicações precisas para o implante de marcapasso. Sugiro que converses com um especialista em arritmias cardíacas ou seu cardiologista para que, juntos, possam escolher o melhor tratamento.
      Obrigado pela visita.

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