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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Praticar esporte em meio à poluição é melhor que ficar parado



Este artigo foi publicado em São Paulo ontem mas é válido para todos os centros urbanos:


 Quem vive em São Paulo respira fumaça de carros, ônibus e caminhões o dia todo. Sofre, aos poucos, os efeitos maléficos da poluição -ela está relacionada a problemas como hipertensão, infarto e derrame cerebral, além de alguns tipos de câncer e doenças pulmonares graves, segundo o cardiologista Nabil Ghorayeb, especialista em medicina do esporte.
 Se para a população em geral os alertas à saúde já não são dos melhores, para aqueles que se exercitam ao ar livre e colocam os pulmões para funcionar com maior força as perspectivas são piores. Correto?
 Não necessariamente. O raciocínio tem sua lógica e é bastante corrente entre especialistas e esportistas. Mas um grupo de pesquisadores ligados à USP, à Uninove e ao Instituto Oswaldo Cruz foi atrás de saber o que exatamente acontece com o pulmão da pessoa que pratica atividade física ao ar livre e em um ambiente poluído.
 O estudo, feito em São Paulo por esse grupo e publicado na edição de julho da revista "Medicine in Science and Sports Exercise", do Colégio Americano de Medicina do Esporte, que fica em Indianápolis (EUA), detectou justamente o contrário: quem se exercita continuará tendo pulmões mais saudáveis que aqueles que ficam parados, mesmo respirando fundo um ar carregado como o de São Paulo.
 "Acreditávamos que a atividade física potencializaria os efeitos nocivos, já que o atleta, enquanto corre, tem respiração mais profunda e frequente", diz o médico Rodolfo Vieira, coordenador da pesquisa. "Mas o estudo mostrou que o exercício tem um efeito protetor para os pulmões. Inibiu parcialmente a inflamação e as alterações induzidas pela poluição."
Ilustrações Estudio Polyester
 Os pesquisadores acompanharam 80 camundongos, ao longo de cinco semanas, divididos em quatro grupos: um grupo de controle, sedentário, um grupo que fez exercício em condições normais, um grupo sedentário exposto à poluição e outro que fez exercício também sob poluição.
 A poluição era a paulistana mesmo --extrato da fumaça expelida pelos ônibus que circulam na cidade, captado diretamente dos escapamentos pela equipe e inserido nas narinas dos animais no laboratório.
 Resultado: a turma que praticou exercício exposta à poluição apresentou níveis de inflamação pulmonar bem mais baixos que os verificados nos sedentários sob a mesma poluição, e bastante próximos daqueles que trabalharam em ar limpo.
Isso não quer dizer, no entanto, que liberou geral e você pode sair por aí correndo ou pedalando nas marginais e corredores fumacentos da cidade. "Correr aumenta o sistema de defesa do corpo contra a inflamação das vias aéreas. Mas isso não é ilimitado. Quanto mais poluído o ar, mais difícil fica se defender", adverte Mauro Vaisberg, especialista em medicina do esporte e imunologia.
 Para não abusar dos pulmões nem precisar abrir mão da insubstituível atividade ao ar livre, há uma série de cuidados que podem e devem ser tomados. Vão desde ações simples, como balanceamento das refeições, até outras mais mirabolantes e diretas, como o uso de máscaras.

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