I M P O R T A N T E

As informações, sugestões e tratamentos citados neste blog e em seus links tem caráter apenas informativo, nunca substituindo a opinião ou conselho de seu médico.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Controle do Colesterol pode dimimuir mortalidade por arritmias

 



 Estudo médico apresentado esta semana em congresso americano constatou-se que em pacientes com fibrilação atrial, aqueles que utilizam um tipo de medicação chamada de estatinas tem menos risco de óbito do que aqueles que não utilizam a medicação.
  Este dado complementa estudos anteriores que já demonstraram o papel das estatinas na redução do risco de fibrilação atrial em pacientes com obstrução das artérias do coração. Já foi apresentado ouro estudo  que comprovou a diminuição do risco em mulheres com doença das artérias do coração.
  O grupo de medicações (estatinas) era utilizado apenas para o controle do colesterol. Atualmente já é bem conhecido a ação anti-inflamatória destas medicações, que são úteis para a prevenção de ataques cardíacos, derrames e potencialmente na prevenção de arritmias. Ainda é cedo para que os médicos prescrevam estas medicações para a prevenção de arritmias mas as evidências estão se acumulando.
  Estes achados deverão ser validados por outros estudos porém oferecem mais uma luz sobre a causa de alguns tipos de fibrilação atrial.



domingo, 18 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Arritmias e o sono







Arritmias durante o sono normal
  O sono normal prepara o palco para várias arritmias benignas a mais frequente é chamada de "arritmia sinusal", vinculada a variação respiratoria. Durante a inspiração a frequência cardíaca sobe e na expiração cai um pouco. Este fenômeno é normal e é atenuada durante o dia, os médicos chamam de "variabilidade".

  Também é normal que a frequência cardíaca seja mais baixa durante o repouso ou sono. Esta situação é causada por um aumento da estimulação de um dos braços do sistema nervoso autonômico (parassimpático ou vagal).
  Algumas pessoas tem alterações respiratórias durante o sono chamadas de apneia do sono. Esta alteração provoca uma interrupção da respiração por alguns segundos. Dentre os diversos problemas relacionados a esta alteração está o aumento do surgimento de arritmias cardíacas de todos os tipos.
  O final do sono está associada com o aumento da estimulação simpática: aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca. Estes mecanismos de resposta estão possivelmente relacionados com a evolução  do ser humano e animais para que possam ter uma resposta mais rápida em caso de ameaças externas.

Fibrilação Atrial
   Hoje sabe-se que a fibrilação atrial (FA) é uma doença multifatorial, ou seja pode ser diversas origens. Diversos estudos sugerem que a apnéia do sono é um dos fatores modificáveis ​​que contribuem para o surgimento de FA, principalmente em pessoas com menos de 65 anos, ou seja o tratamento da apnéia do sono pode diminuir a chance de novos episódios de fibrilação atrial. Sabe-se também que pessoas quanto mais grave a apneia, maiores as chances de desenvolvimento de fibrilação atrial, consequentemente de derrames (AVC) cerebrais.
  A ligação exata entre apneia do sono e FA apesar de bem estabelecida, ainda não tem a sua causa completamente esclarecida. É muito provável que outros fatores também estejam envolvidos como hipertensão ou obesidade também estejam envolvidos, assim como outras doenças cardíacas.


PS: este post foi motivado por uma pergunta do Fernando (blogdofibrilado) que merece a visita de todos interessados no assunto. Obrigado pela sugestão. 


fonte

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O sistema nervoso que não conhecemos





  Existe um componente dentro de nosso sistema nervoso sobre o qual nós não temos controle, ou seja, funciona de maneira involuntária. Todos os nossos órgãos (coração, pulmão, intestinos, rins, etc.) são regulados pelo chamado de “sistema nervoso autonômico”. O balanço dos dois "braços" moduladores (simpático e parassimpático) deste sistema permite que o funcionamento do organismo possa ser acelerado ou reduzido, por exemplo: coração bater mais rápido ou devagar, os intestinos funcionarem mais rápidos, a produção de substâncias que ajudam na digestão, quantidade de suor, etc., etc. 
  Um dos maiores estimulantes deste sistema é o stress, o qual faz com que todo o organismo se mobilize para responder a alguma agressão ou ameaça. Assim, se você está caminhando na rua e um cachorro raivoso corre em sua direção, reações como aumento da frequência do coração, os olhos ficarem mais abertos e respiração mais profunda são normais. Nosso corpo está preparado para a reação, seja lutar seja correr. Nosso coração sofre intensas variações em seu funcionamento causado por esta variação entre os chamados sistema simpático e parassímpático (vagal). Diversas arritmias podem ser geradas por estes sistemas, até mesmo morte súbita.

Casado(a)? Sua chance de morrer por doença do coração pode ser menor!

Pessoas com doença cardíaca  casados apresentam menor risco de morte por doenças do coração assim como de outras doenças do que os não...