I M P O R T A N T E

As informações, sugestões e tratamentos citados neste blog e em seus links tem caráter apenas informativo, nunca substituindo a opinião ou conselho de seu médico.

sábado, 27 de agosto de 2011

Apareceu um bloqueio no eletrocardiograma..... e agora?





  Os batimentos cardíacos são gerados no coração e conduzidos por um sistema de células semelhantes a uma rede elétrica. Os ramos direito e esquerdo são partes deste sistema elétrico do coração. Eventualmente, um dos ramos  torna-se danificadas ou doentes e não conduzem os impulsos elétricos do coração.  Quando isso acontece, alterações importantes surgem no eletrocardiograma(ECG), permitindo que o médico faça o diagnostico de bloqueio do ramo direito (BRD) ou bloqueio do ramo esquerdo (BRE).
  Na maioria dos casos, bloqueio de ramo não é um problema médico sério e não necessita tratamento médico, apenas acompanhamento com a realização de eletrocardiograma. No entanto, o aparecimento de bloqueio de ramo (BRE mais do que BRD) pode ser um importante sinal de que existe doença cardíaca, a qual deve ser afastada pelo médico.
  Em muitos indivíduos, a evidência de bloqueio parcial, ou incompleto, do ramo está presente no  ECG.  Como acontece na presença de bloqueio completo do ramo, os bloqueios parciais são geralmente benignos, raramente estando associados à doença cardíaca.

  Apesar da natureza geralmente benigna de bloqueio de ramo, existem algumas circunstâncias em que  bloqueio de ramo pode progredir e necessitar de tratamento, até mesmo implante de um marcapasso.

Eventualmente pode ocorrer o bloqueio dos dois ramos, o que é chamado de bloqueio total. Quando isto acontece à freqüência cardíaca pode baixar perigosamente levando até mesmo a desmaios. Nestes casos é sempre indicado a colocação de um marcapasso, que fará o coração volte a bater na freqüência normal novamente.

As informações contidas no blog não substituem uma consulta médica.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Palpitações: dúvida frequente no consultório


  Tenho episódios ocasionais de palpitações. Na última consulta meu médico viu o eletro e disse que eu tinha fibrilação atrial e pediu para começar a utilizar anticoagulante. Li na Internet que estes remédios podem ser perigosos, o que devo fazer?
  A decisão de começar a tomar anticoagulantes (Warfarina, Marcumar) para  fibrilação atrial isolada (fibrilação atrial sem outra doença cardíaca) ou qualquer outro distúrbio do ritmo cardíaco depende de vários fatores. A maioria dos cardiologistas utiliza algum esquema para classificação de risco, estes protocolos auxiliam para que a melhor conduta seja escolhida.  Alguns aspectos que os protocolos levam em consideração: 
  Idade não é fator de risco até 75 anos; insuficiência cardíaca; diabete e pressão alta. elevam o risco, principalmente quando associadas. O maior fator de risco é a presença de um derrame ou outro tipo de doença vascular prévia.
  Se duas destas alterações estão presentes a grande maioria dos médicos inicia o uso de anticoagulante. Com relação aos efeitos colaterais, os anticoagulantes realmente aumentam o risco de sangramentos que podem ser perigosos. Os remédios chamados cumarínicos
(Warfarina, Marcumar) sofrem muitas alterações com a mudança da dieta, consumo de bebida alcoólica e até mesmo o horário de uso da medicação.
  Recentemente foi lançada no Brasil nova medicação anticoagulante que tem o mesmo efeito protetor, porém com bem menos risco. A decisão de seu médico em considerar o uso de anticoagulante é sábia, pois se sabe que um número importante de AVCs (derrame cerebral) tem como origem a fibrilação atrial.

domingo, 21 de agosto de 2011

Batimentos cardíacos irregulares (arritmias) podem aumentar risco de de demência


    O estudo avaliou 3.045 indivíduos acompanhados na média por sete anos. A idade média no início do estudo era de 74 anos. Pessoas com fibrilação atrial de qualquer tipo foram também mais propensos a ter outros fatores de risco cardiovascular  do que aqueles sem arritmia. Assim, os pesquisadores buscaram saber o impacto isolado da presença desta arritmia. Durante o período do estudo, a presença de fibrilação atrial aumentou em aproximadamente 50 % o risco do surgimento de demência, incluindo doença de Alzheimer. Este risco foi aumentado mesmo naquelas que não desenvolveram AVC (derrame cerebral).

   É bom lembrar que a fibrilação atrial e a demência aumentam com a idade, Portanto um estudo prospectivo que demonstre que a presença da arritmia pode ser um responsável pelo desenvolvimento de demência deve aumentar nossos esforços na prevenção e tratamento desta arritmia considerada benigna 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Manifesto pela prevenção de morte súbita no Futsal



  Em uma iniciativa inédita em nosso meio, um grupo de preparadores físicos e técnicos de futsal da Federação Paranaense de Futebol de Salão publicaram uma carta aberta chamando a atenção de toda a sociedade para  a prevenção de morte súbita nos atletas profissionais e amadores.
 Dentre várias ponderações eles sugerem aumentar a atenção dos clubes sobre a necessidade da presença de um desfibrilador portátil nos ginásios de competição.
 Recomendam a realização de avaliação cardiológica completa antes da prática da atividade esportiva em todos os atletas e, especialmente acima dos 35 anos. A utilização de anabolizantes, anfetaminas, suprimentos energéticos e bebida alcoólica também é alvo de atenção dos preparadores.
  " Se não tomarmos as medidas cabíveis, veremos mais atletas morrendo dentro de quadra, deixando para trás suas famílias e amigos".
 Acredito que estes profissionais estão assumindo uma postura corajosa, enfrentando um problema que é adequadamente valorizado e potencialmente prevenível. Fazem um chamamento aos clubes, organizadores e demais instituições para atuarem na prevenção da morte súbita em jovens ativos os quais não fazem exames que possam afastar o risco de um evento trágico. Porém eles fazem uma ressalva bem adequada e que serve de advertência:
 "Cabe ao atleta cuidar do próprio corpo, sua ferramenta de trabalho, mantendo hábitos saudáveis fora das quadras".





  

domingo, 7 de agosto de 2011

Insuficiência cardíaca: quando o coração cansa


  A função principal de nosso coração é bombear o sangue para nutrir todas as células do organismo. Este bombeamento é realizado pelo músculo cardíaco (miocárdio) que enche as cavidades do coração de sangue e depois se contrai impulsionando o sangue. A insuficiência cardíaca (coração grande) acontece quando ele deixa de atender a esta função, ou seja: perde a capacidade de bombear a quantidade de sangue necessária para atender às demandas do corpo. O coração usualmente aumenta de tamanho na tentativa de compensar sua falta de força.
  Pessoas com insuficiência cardíaca (coração cansado) muitas vezes sofrem de falta de ar e cansaço, além de dificuldades com a respiração durante a realização de esforço físico.  Em algumas as pernas podem inchar, mais frequentemente a noite. 
  Hoje os médicos sabem que pessoa que tem outras doenças do coração tem maior chance de apresentar insuficiência cardíaca. Esta doença é muito séria não apenas por ser debilitante, mas também por aumentar muito a mortalidade. A presença de arritmias cardíacas é um dos principais problemas nesta situação. Talvez a arritmia persistente mais frequente nesta doença é a fibrilação atrial 
  A utilização de tratamentos regulares e bem orientado pode fazer até mesmo desaparecer os sintomas desagradáveis, além de diminuir o risco de morrer.
  Se você tem insuficiência cardíaca, é muito importante educar-se sobre esta condição e os tratamentos disponíveis. Desta forma, você pode ajudar o médico a certificar-se de que você está recebendo o tratamento que você precisa tanto para sentir-se melhor como para evitar complicações e evitar a morte súbita. Estes tratamentos podem ser remédios para o coração, para prevenir o surgimento de coágulos e até mesmo marcapassos ou desfibriladores implantáveis.
  

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Anti inflamatórios e arritmias cardíacas

  


  Em estudo médico recentemente publicado  observou-se que a utilização de remédios anti-inflamatórios pode aumentar o risco de fibrilação ou flutter atrial 
  Participaram do estudo aproximadamente 30 % da população (1.7 milhão de habitantes) da  Dinamarca.Destes, mais de 32 mil foram internados devido ao primeira crise fibrilação ou flutter atrial. Após criteriosa avaliação estatística observou-se que a utilização de antiinflamatórios não esteróides (a grande maioria daqueles a venda nas farmácias) aumentou o risco para o aparecimento destas arritmias. A idade média destes pacientes com arritmia foi de 75 anos e a maioria homens. Este estudo devido a envolver um número muito grande de indivíduos deve servir de alerta. 
  Novos estudos deverão ser realizados para confirmar os achados deste estudo.
 Sempre é bom lembrar que todas as medicações podem apresentar efeitos indesejáveis e só utilizadas quando indicadas por um médico. Qualquer  efeito inesperado deve ser comunicado.
  

Os fabricantes de dispositivos de fitness ou qualquer dispositivo com sensores relacionados com a saúde, geralmente são cuidadosos e r...