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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Morte de ente querido pode provocar arritmias

Nos meses seguintes à morte de um cônjuge ou um filho, o cônjuge sobrevivente ou os pais enfrentar um maior risco de ataque cardíaco ou morte súbita devido a um aumento da freqüência cardíaca, conforme sugerem novas pesquisas médicas.

"Embora o foco no momento de luto é naturalmente voltada para a pessoa falecida, a saúde e o bem-estar dos sobreviventes enlutados também deve ser motivo de preocupação para os profissionais médicos, bem como familiares e amigos," conforme  o autor do trabalho divulgado pela  American Heart Association.

"Alguns enlutados", acrescentou ele, "especialmente aqueles que já apresentam um risco cardiovascular aumentado, podem beneficiar-se de uma visita a seu médico".
Já sabíamos que o stress causado pela perda de um ente querido pode causar comprometimento cardíaco.  Este estudo mostra que existe uma dimensão maior pois o risco diminui com o tempo, provavelmente devido a um aumento temporário na incidência de stress e depressão.
O estudo foi feito analisando 78 cônjuges ou pais enlutados durante os primeiros seis meses após a perda. A freqüência cardíaca e as arritmias  foram rastreados com monitores de 24 horas, enquanto que as flutuações no início de depressão e ansiedade foram documentados. Os resultados foram então comparados com as condições médicas de um grupo de homens e mulheres que não tinham experimentado a perda de um ente querido.

O grupo de pacientes em luto tiveram o dobro do número de episódios de aceleração do coração nas semanas imediatamente após a perda. 

Enquanto isso, os níveis de depressão inicialmente parecia ser mais de quatro vezes maior entre os enlutados. Estas taxas começaram a cair depois de 6 meses, mas eles ainda eram três vezes superiores aos níveis encontrados entre os participantes não luto.

Estes achados apontam para a relação entre causas psicossociais e alterações dos batimentos cardíacos.


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