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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dia do Cardiologista: Prevenção a Morte Súbita


A Sociedade Brasileira de Cardiologia, no Dia Mundial do Coração (17 de setembro), mostrará a população como prevenir a “morte súbita” decorrente do infarto, que atinge pessoas que não sabiam sobre os seus riscos ou pior, sabiam e nunca tomaram providências adequadas.

Quem explica a necessidade da campanha é o diretor da SBC/Funcor, Dikran Armaganijan. “O infarto é a primeira manifestação de que algo vai mal no sistema cardiovascular para aproximadamente 50% dos brasileiros acometidos por um ataque cardíaco”, diz o especialista, “e isso explica porque o coração ainda é o maior assassino de brasileiros, matando 315 mil pessoas a cada ano, no País”.

Os cardiologistas insistem que para reduzir a mortalidade cardíaca é preciso que as pessoas conheçam e combatam os fatores de risco, entre os quais a hipertensão, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e o índice inadequado de colesterol. Por isso no dia 17, a entidade promoverá no MASP, na Avenida Paulista, a tradicional aferição da pressão arterial, a dosagem de colesterol, a dosagem de monóxido de carbono e fará a medição da circunferência abdominal, pois mais de 80 cm na altura do umbigo para a mulher e mais de 90 cm para o homem são sinais de alerta de que há risco cardíaco.

O mais importante, porém, são os folhetos, a orientação nutricional e o material educativo que será distribuído e que tem efeito multiplicador, como a campanha contra o consumo excessivo de sal, que levou dezenas de restaurantes a reduzirem a quantidade que colocam nos alimentos, em benefício da saúde da população. Dikran insiste que “em relação à doença, o correto é a prevenção por ser mais barata, trazer melhores resultados evitando surpresas, inclusive a morte súbita”. Ele exemplifica com a questão da hipertensão, que pode ser controlada tanto com uma vida mais saudável como, se for necessário, com medicação muito barata e que pode ser conseguida até de graça nos postos de saúde. “A prevenção e o tratamento evitam o infarto e a morte súbita, reduzem a necessidade de hospitalização e beneficiam toda a sociedade”, diz ele, “e ganha também o próprio paciente que, se deixar o fator de risco provocar um infarto, terá que parar de trabalhar pelo menos por um período, o que prejudica sua família inteira.

Para que as pessoas assimilem a necessidade de cuidar do coração, pensem em vida saudável mesmo na hora em que vem aquela vontade de acender um cigarro ou de comer um torresmo, a SBC vai colocar no material a ser distribuído o lema desse ano escolhido pela “World Heart Federation”: “Eu trabalho com o Coração”. 

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