I M P O R T A N T E

As informações, sugestões e tratamentos citados neste blog e em seus links tem caráter apenas informativo, nunca substituindo a opinião ou conselho de seu médico.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Morte Súbita em jovens: drogas e coração




Em recente estudo realizado na Espanha os pesquisadores observaram aspectos alarmantes em relação ao risco de morte súbita por causas cardíacas em usuários de cocaina (idades entre 21-45 anos):
  - 3 % do total de mortes súbitas estão diretamente relacionadas ao uso de cocaina.
  - A maior causa das mortes não violentas é a presença de doenças cardíacas ou vasculares.
  - Não existe relação entre a quantidade de cocaina no sangue e a a mortalidade.
  - Em 6 de cada dez mortos foram encontradas doenças cardíacas.
  - 8 em cada 10 eram fumantes, a presença de alcool no sangue foi identificada em 7 de cada dez mortes por cocaina.
   - A presença de outros fatores de risco foi detectada em apenas 28 % dos óbitos.




Aspectos Importantes:

     O uso de drogas, mesmo que em pequenas quantidades é perigoso,  com consequência catastróficas, inclusive morte súbita. Infarto do Miocárdio pode ocorrer mesmo com doses baixas de cocaina.
    A maioria dos usuários de droga que morreram tinham doenças cardíacas prévia, não conhecida.
    O uso de cocaina em QUALQUER quantidade pode ser fatal.
    A associação de uso de cocaina com o fumo é muito frequente.
Portanto, as campanhas de prevenção ao uso de drogas tornam-se fundamentais para que uma causa reversível de uma catástrofe (morte súbita) possa ser evitado.






terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Não tem como não ler


Artigo de Elio Gaspari publicado na Folha no apagar das luzes do 2009 que deveria ser de leitura obrigatória para todos os que votam e (os poucos que) ainda acreditam em um pais melhor. É uma pena que as "cabeças pensantes (?)" do Ministério da Saúde não consigam enxergar o que é realmente necessário para a população..



ELIO GASPARI



De obama@gov para dilma.e.serra@org
FOLHA DE SÃO PAULO - 30/12/09
Eu consegui mudar a cara dos serviços médicos no meu país e vocês podem fazer o mesmo no Brasil, yes, you can.
ASSUNTO : plano de saúde para o Brasil
Estimados Dilma Rousseff e José Serra,
Como vocês viram, aprovei o projeto que universaliza o acesso dos americanos aos planos de saúde. Tínhamos entre 45 milhões e 60 milhões de pessoas ao sol e ao sereno. Vocês achavam que não ia dar. Deu, porque recuei quando foi necessário e enfrentei a direita paleolítica à maneira do Lula, de microfone na mão, em cima de um tablado.
Sugiro que vocês aproveitem a campanha eleitoral para oferecer aos brasileiros um novo capítulo da história de vossos serviços médicos.
Quero lhes confessar que entrei na disputa pela Presidência sem ideia formada a respeito da questão dos planos de saúde. Se vocês ouviram as platitudes que eu disse num debate em março de 2007, tiveram pena de mim.
Nosso sistema amparava os velhos e os pobres, mas deixava na chuva um pedaço da classe média. O de vocês oferece o serviço dos planos privados para quem tem saúde para trabalhar. Fora daí, há o SUS. Em tese, é um sistema fenomenal, verdadeira cobertura universal. Na vida real, o Brasil privatiza recursos públicos e a iniciativa privada estatiza uma parte do custo social da saúde. Como? Privatiza o público quando o cliente de um plano privado vai a um hospital público.
Estatiza o custo social quando um trabalhador desempregado ou aposentado é expelido do plano da operadora. Esse é hoje o maior buraco da agenda social brasileira.
Vocês podem virar esse jogo. Yes, you can. Concebam mecanismos por meio dos quais os planos privados e o SUS trabalhem com objetivos convergentes. Dá algum trabalho, mas não muito. Será preciso que o Estado mostre a sua mão pesada e os dentes da opinião pública.
Comecemos pelo óbvio: o ressarcimento, pelas operadoras privadas, das despesas que os hospitais públicos têm com seus clientes. Um caso recente: quem salvou a vida do cineasta Fábio Barreto foi a equipe de neurocirurgia do plantão da madrugada no hospital Miguel Couto. Pela tabela dos hospitais cinco estrelas da rede privada (onde não há plantão de neurocirurgia) as primeiras 12 horas de atendimento de Barreto teriam custado em torno de R$ 100 mil. Procurem saber se a operadora dele pensa em ressarcir a Viúva. (Não deixem de ver o filme do Fábio. A CIA me trouxe uma cópia pirata, adorei. A Michelle chorou, mas a Malia ficou meio desconfiada.)
A lei que determina o ressarcimento tem mais de dez anos e foi sedada pelos gatos gordos do mercado, associados aos gatos magros da burocracia. O que foi feito do cartão do SUS? Com ele, cada brasileiro teria um plástico com seu histórico médico. Já se passaram 11 anos, gastaram-se quase R$ 400 milhões e o projeto está atolado. Os gatos gordos e os gatos magros esterilizaram a iniciativa porque ela racionaliza o serviço da saúde pública. Para eles, governo ideal é aquele que tem ministros caçando holofotes, dando serviço aos empreiteiros que constroem hospitais e aos mercadores de equipamentos.
Quando os hospitais decaem e as máquinas apodrecem, começa-se tudo de novo.
Um último palpite: sugiro que procurem a professora Ligia Bahia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Eu li umas coisas dela e garanto: entende do que fala, diz o que pensa e sabe se expressar.
Atenciosamente,
Barack Obama

domingo, 3 de janeiro de 2010

Será que todas as palpitações são arritmias cardíacas ?



  Será que todos que sentem palpitações tem realmente arritmas cardíacas?
  Recente estudo publicado na revista da Associação médica americana mostrou que os episódios de palpitações que duram menos de 5 minutos ou a presença de episódios de pânico são muito pouco relacionados com a presença de doença do coração
  Por outro lado, a presença de sensação de batimentos rápidos na região do pescoço ou a presença de episódios de palpitações com duração mais longa aumentam a chance da presença de alterações do ritmo cardíaco (arritmias).
  No caso de palpitações pouco frequentes ou com duração menor de 5 minutos os exames auxiliares como teste de esforço ou mesmo o eletrocardiograma de 24 hs (holter) não auxiliam muito na descoberta da causa desta sensação desagradável. Quanto maior o tempo de monitorização do coração, maior a chance do médico descobrir a causa da palpitação


Os fabricantes de dispositivos de fitness ou qualquer dispositivo com sensores relacionados com a saúde, geralmente são cuidadosos e r...