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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Morte Súbita Cardíaca: vamos prevenir pois nem sempre é possivel remediar





   Novembro é o mês em que a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas desencadeia a sua campanha de mobilização comunitária para a prevenção à Morte Súbita Cardíaca
   Nos Estados Unidos ocorrem 450.000 casos de morte súbita por ano e no Brasil já atingimos a marca de 250.000 vítimas a cada ano, o que significa que em nosso país já ocorre 1 morte a cada 2 minutos.
   O termo morte súbita cardíaca é utilizado para descrever uma situação em que o coração para de bater.
    Lamentavelmente, menos que 5 % daqueles que são atendidos tem alta hospitalar vivos. Isso porque para se ter alguma chance de sobrevivência o atendimento deve ser feito nos primeiros 4 minutos.
   Esse acidente chega de surpresa, metade das vítimas não sabiam ser portadores de doença cardíaca. Poucos se preocupam em checar seu coração com alguma periodicidade.
   O problema maior, é que a imensa maioria dos casos de morte súbita acontece fora do ambiente hospitalar, ou seja, quando a pessoa está na ompanhia de amigos, familiares ou no trabalho. A falta de conhecimento sobre procedimentos de emergência, o nervosismo e o despreparo de nossa rede de atendimento são as principais dificuldades a sobrevivência das vítimas.
   Toda a semana nós somos bombardeados por notícias de esportistas, políticos, celebridades e conhecidos que sucumbem por Morte Súbita, alguns sabidamente doentes do coração, porém em sua maioria não.
   Hoje, a maior causa de mortalidade no mundo vem de doenças cardiovasculares, como doenças das artérias coronárias, ataque cardíaco, angina, aneurisma da aorta,doenças cardíacas congênitas, insuficiência cardíaca e doença cardíaca reumática e as famosas arritmias
   No Brasil cerca de 5% da população possui algum tipo de arritmia cardíaca, que são as alterações dos batimentos cardíacos. São batimentos mais lentos, mais rápidos ou apenas irregulares e são mais frequentes em pessoas que já tenham doenças cardíacas.
   Entretanto, algo muito importante deve ser esclarecido.
   No ataque cardíaco, o problema é ocasionado por um bloqueio na passagem de sangue para o coração que pode levar a angina ou mesmo a um Infarto do Miocárdio.
   Na Morte Súbita existe um curto-circuito elétrico que provoca uma aceleração dos batimentos cardíacos e ele para de bater!
   Se você pensar em seu coração como uma casa, o ataque cardíaco é um problema hidráulico e a Morte Súbita um problema elétrico. Estes problemas, quando somados,s matam mais que todos os tipos de câncer, acidentes de carro e AIDS juntos.
   Com o avanço da medicina a diminuição da mortalidade por doenças cardíacas no mundo é um fato real. Novos remédios, a preocupação em manter hábitos saudáveis, o controle dos fatores de risco como a hipertensão arterial, obesidade e a diminuição do fumo colaboram e muito para que as doenças cardíacas afetem ainda mais pessoas, Porém, a mortalidade por Morte Súbita não diminui.
   Existem campanhas para as mais diversas e raras doenças, com amplo apelo de mobilização comunitária, mas nada é feito para a prevenção de Morte Súbita.
     Os números são tão elevados que por incrível que pareça, parece que “morrer do coração” é uma explicação que deixa todos confortados.


   A grande pergunta é: Essas pessoa precisariam morrer do coração?


   A prevenção ao surgimento de doenças cardíacas é a melhor das ferramentas para uma vida longa e sadia.
   Estamos cansados de saber dos prejuízos do tabagismo ao organismo, dos males do sedentarismo e da obesidade, dos hábitos alimentares sem regras e do perigo da Hipertensão Arterial Sistêmica, a pressão alta, que já atinge um em cada quatro brasileiros adultos. Usualmente, só nos preocupamos quando a máquina começa a acusar algum problema ou quando levamos um susto.
   Quantas e quantas vezes nos perguntamos por que o sistema de saúde não investe em prevenção ou o que podemos fazer para vender à população a importância da prevenção das doenças cardíacas.
   Diversas atitudes são necessárias por parte de todos.
   Existe a premente necessidade se investir na identificação dos que estão em risco, pois esse investimento sai muito mais barato para o governo e para as operadoras de saúde do que os muitos milhões de reais que são gastos em internações por problemas cardíacos.
   Algo poderia ser feito de imediato, como exigir medidas protetoras obrigatórias para se ter aparelhos desfibriladores automáticos e pessoal com treinamento adequado em locais públicos com fluxo intenso de pessoas, clubes e em empresas.
   Medicamentos deveriam ser vendidos com maior controle, mesmo os mais inocentes como descongestionantes nasais e os largamente utilizados para emagrecer.
   Enfim, a prevenção de problemas como a morte súbita cardíaca passa necessariamente por uma reavaliação de nossos hábitos, costumes e pelo amor a vida.
A opção pela vida é de cada um de nós.


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