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Mostrando postagens de Novembro, 2009

Morte Subita durante voo mata tanto quanto os acidentes aéreos

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De acordo com estatísticas da IATA(Associação Internacional de Transporte Aéreo), em 1950 viajavam por ano no mundo todo, perto de 10 milhões de pessoas. Atualmente este número é aproximadamente 350 milhoes.
   Existe uma taxa de 1 problema grave de saúde a bordo para cada 500 mil passageiros transportados, o que dá um total de aproximadamente 700 ocorrências graves de saúde a bordo. Destas, aproximadamente 70% são ataques cardíacos, ou seja, perto de 500 pessoas por ano em todo mundo.
   Por outro lado, também de acordo com a IATA, houve, em 2009, cerca de 60 acidentes aéreos, com aproximadamente 750 mortes. Com estes números conclui-se que os ataques cardíacos em pleno vôo matam mais pessoas do que os acidentes aéreos.A alta mortalidade cardíaca é agravada por fatores como:
Baixa pressão atmosférica durante o vôo; a baixa pressão dentro das cabines provoca uma expansão dos gases de até 30% de seu volume. Todas as cavidades ocas do corpo humano se expandem e podem provocar problemas …

Doença cardiaca aumenta o risco de fraturas de quadril

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A fratura de quadril é uma das mais temíveis complicações resultantes de uma queda. Ocorre com mais freqüência em idosos. Seu risco é maior pela necessidade de internação hospitalar, realização de cirurgia e, em muitos casos importante diminuição da capacidade de movimentação. Outro risco importante é a possibilidade de liberar no sangue um pouco (êmbolo)  de gordura que pode causar severas complicações pulmonares e até mesmo a morte súbita.
  Tanto em homens como em mulheres idosos, a presença de doença no coração aumenta a chance de queda com fratura de quadril , conforme publicaram cientistas suecos na revista da Associação Médica Americana.
  A presença de doença cardíaca, derrame cerebral prévio, arteriosclerose (obstrução das artérias em qualquer parte do corpo). 
  Outra interessante observação foi que, estudando quase 16 mil gêmeos idênticos,onde um tem doença cardíaca e outro não, mesmo aquele que não tem doença cardíaca tem o risco de fratura aumentado! 
  Observaram que o risco…

Entrevista TV Bandeirantes - Arritmias e Morte Súbita

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No mes de novembro, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardiacas (SOBRAC) realiza sua campanha anual de prevenção de morte súbita. Diversas atividades estão sendo realizadas em todo pais para a divulgação do risco de arritmias e de sua prevenção.
  Em Porto Alegre, na TV Bandeirantes, participei  de entrevista no Programa Abraão Winogron, tendo oportunidade  de apresentar diversos fatos sobre fatores de risco, doenças do coração, ataque cardíaco e morte súbita. Foram apresentadas no final do programa as melhorias no setor de Emergência do Hospital Ernesto Dornelles. Para aqueles que não conhecem, o programa do Dr. Abraão está no ar há mais de dez anos, sempre com assuntos médicos ou correlatos. Segundo dados divulgados pela emissora, o programa tem a maior audiência no horário em todo estado.


Entrevista

Morte súbita cardíaca é mais frequente nos homens

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Os homens apresentam um risco relativamente elevado de morte súbita cardíaca, comparativamente às mulheres, revela um estudo apresentado na reunião anual da American Heart Association. 




Para os homens com 40 anos ou mais, esse risco é de um em oito (12,3%), o triplo do risco para o sexo feminino (um em 24), mostra a investigação, que envolveu 5000 norte-americanos com idades superiores a 40 anos.

“Este risco relativamente elevado deveria ter implicações na forma como as pessoas encaram os comportamentos preventivos”, disse Lloyd-Jones, professor associado de Medicina Preventiva no Instituto Cardiovascular Bluhm, em Chicago.

Os autores sublinham ainda que os homens afro-americanos apresentam quase o dobro do risco dos caucasianos, um cenário que não ocorre nas mulheres. O risco de morte súbita aumenta ainda de forma substancial na presença dos tradicionais fatores de risco para a doença cardíaca: hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e tabagismo.

Até as múmias tinham doença no coração

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Em um estudo apresentado no congresso da Associação Americana de Cardiologia e publicado na Revista da Associação Médica Americana, foi avaliada a presença de doença nas artérias de 22 múmias com aproximadamente 3 500 anos cada. Isto mesmo, mortas há 3 500 anos. 
Para colocar em perspectiva, melhor, a múmia com maior grau de calcificação nas artérias viveu aprox. 300 anos antes de Moisés, aquele dos dez mandamentos !!!
Das 22 avaliadas, mais da metada apresentaram ateroesclerose (algum grau de entupimento) das artérias do coração. 
Estes achados foi então correlacionados com os fatos conhecidos pelos egiptologistas do museu do Cairo sobre o estilo de vida da época e interessantes observações surgiram:
  1- As mumias dos falecidos com mais de 45 anos apresentavam maior grau de calcificação nas artérias.
  2- Não foram observadas diferenças entre os sexos.
  3- Os mumificados eram sacerdotes ou pessoas que viviam próximas aos reis e rainhas. É razoavel supor que todos tinham alimentação compo…

Entrevista sobre Arritmias Cardiacas com perguntas ao vivo - Radio Guaiba Porto Alegre

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No dia 21 de Outubro, fui convidado para uma entrevista no programa de assuntos médicos de maior audiência aqui no sul, Programa Medicina e Saúde, apresentado pelo dr. Abraão Winogron, pela Radio Guaiba.


Entrevista


Morte Súbita Cardíaca: vamos prevenir pois nem sempre é possivel remediar

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Novembro é o mês em que a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas desencadeia a sua campanha de mobilização comunitária para a prevenção à Morte Súbita Cardíaca
   Nos Estados Unidos ocorrem 450.000 casos de morte súbita por ano e no Brasil já atingimos a marca de 250.000 vítimas a cada ano, o que significa que em nosso país já ocorre 1 morte a cada 2 minutos.
   O termo morte súbita cardíaca é utilizado para descrever uma situação em que o coração para de bater.
    Lamentavelmente, menos que 5 % daqueles que são atendidos tem alta hospitalar vivos. Isso porque para se ter alguma chance de sobrevivência o atendimento deve ser feito nos primeiros 4 minutos.
   Esse acidente chega de surpresa, metade das vítimas não sabiam ser portadores de doença cardíaca. Poucos se preocupam em checar seu coração com alguma periodicidade.
   O problema maior, é que a imensa maioria dos casos de morte súbita acontece fora do ambiente hospitalar, ou seja, quando a pessoa está na ompanhia de amigos, f…

Novas recomendações de reanimação divulgadas na TV

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Em reportagem de 2 min. que foi ao ar no dia 4 de novembro, o Jornal Nacional (Globo) apresentou as novas recomendações para reanimação cardiovascular.
A reportagem foi muito precisa sendo extremamente importante a divulgação desta nova abordagem para a ressucitação. A facilitação na realização aumenta significativamente a possibilidade de inicio de tratamento por leigos.Sabemos que quanto mais cedo inicia o tratamento, maior a chance de recuperação.
Vale a pena conferir

Ressucitação cardiaca mudou: somente massagem, sem boca-a-boca

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Tradicionalmente,  a ressucitação de uma vitima de morte subita é a massagem cardiaca e a respiração boca a boca. Isto mudou.  Hoje sabe-se que a realização apenas de massagem cardíaca é ao menos tão eficiente quanto a sua associação com a respiração boca-a-boca. O nosso organismo tem uma reserva de oxigênio de aproximadamente 10 minutos. É fundamental que façamos com que este oxigênio chegar a todo o corpo, principalmente o cérebro que é o orgão mais sensível. Devido a este curto tempo, é fundamental que os bombeiros sejam acionados ou que algum desfibrilador esta disponível Os protocolos seguidos pelos bombeiros, paramédicos e são ensinados nos cursos de reanimação já iniciaram sua mudança para seguir esta nova diretriz. Desta maneira, fica mais fácil e rápido iniciar o atendimento e aumentar as chances de sobrevivência da vítima.  A chance de sobrevivência de vítimas de parada cardíaca no Brasil é de apenas 5%, aumentando para quase 50 % quando o inicio do atendimento for imediato.

Fibrilação atrial e corticoides

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O uso de Corticóides aumenta o risco de fibrilação atrial Em publicação recente, pesquisadores dinamarqueses mostraram que as pessoas que utilizam medicações corticóides tem o dobro de risco de internações devido a fibrilação atrial. Os corticóides são hormônios utilizados como medicamentos para o tratamento doenças crônicas, e alergias, inclusive asma. O risco de internação aumentou independente da doença do paciente, segundo relatado pelo Dr Christian Fynbo Christiansen (Aarhus University Hospital, Dinamarca).  O estudo foi conduzido com a utilização de um banco de dados nacional e identificou mais de 20 221 primeiras internações com fibrilação ou flutter atrial em um período de sete anos.  Quanto maior a dose de corticóide em uso, maior a chance de internação por arritmia.
Os dados são interessantes mas não está claro se a fibrilação atrial foi causada pela doença que levou ao uso dos corticóides ou se a própria medicação desencadeou a arritmia É certo que pessoas em uso deste tipo de me…