I M P O R T A N T E

As informações, sugestões e tratamentos citados neste blog e em seus links tem caráter apenas informativo, nunca substituindo a opinião ou conselho de seu médico.

domingo, 29 de novembro de 2009

Morte Subita durante voo mata tanto quanto os acidentes aéreos


   De acordo com estatísticas da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), em 1950 viajavam por ano no mundo todo, perto de 10 milhões de pessoas. Atualmente este número é aproximadamente 350 milhoes.
   Existe uma taxa de 1 problema grave de saúde a bordo para cada 500 mil passageiros transportados, o que dá um total de aproximadamente 700 ocorrências graves de saúde a bordo. Destas, aproximadamente 70% são ataques cardíacos, ou seja, perto de 500 pessoas por ano em todo mundo. 
   Por outro lado, também de acordo com a IATA, houve, em 2009, cerca de 60 acidentes aéreos, com aproximadamente 750 mortes. Com estes números conclui-se que os ataques cardíacos em pleno vôo matam mais pessoas do que os acidentes aéreos.
A alta mortalidade cardíaca é agravada por fatores como:
   Baixa pressão atmosférica durante o vôo; a baixa pressão dentro das cabines provoca uma expansão dos gases de até 30% de seu volume. Todas as cavidades ocas do corpo humano se expandem e podem provocar problemas nos tímpanos e náuseas por dilatação do estomago e do intestino. Pessoas com cirurgia pulmonar ou abdominal recente não devem viajar de avião. Existe um risco de rompimento das suturas.
   Umidade do ar: A umidade do ar durante um vôo é de 10-20%, quando o ideal é de no mínimo 40%. Essa baixa umidade pode desencadear crises de asma ou bronquite.
  Níveis de Oxigênio: Um avião é pressurizado, mas esta pressão não é igual a do nível do mar. Quando os aviões atingem sua altura de cruzeiro, por volta de 12.000 metros, a pressão da cabine é equivalente a 2.500 metros de alturaPessoas normais não sentem esta falta de oxigênio, pois o nosso corpo compensa essa falta com aumento da freqüência cardíaca, respiratória e do volume de ar inspirado em cada ciclo respiratório. A saturação de oxigênio sanguíneo, que costuma ser de 99% ao nível do mar, cai para 94% durante os vôos. Isto causa certo desconforto e cansaço durante vôos mais longos. Já pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares, que apresentam taxas de oxigênio abaixo de 95%, podem não conseguir compensar essa diminuição do oxigênio e apresentar taxas abaixo de 90%, o que é insuficiente para o bom funcionamento de vários órgãos. Neste momento, podem acontecer isquemias cardíacas, intensa dor no peito, falta de ar e uma parada cardíaca.
   Por outro lado, é sabido que durante uma parada cardíaca, o pronto atendimento é fundamental e aí que vem o problema. Na maioria das  cias. aéreas, os comissários não recebem treinamento básico adequado nas manobreas básicas de ressucitação cardíaca.  Quando tem um problema, a comissária simplesmente solicita a ajuda de algum médico que eventualmente esteja a bordo. Este, muitas vezes, quer ajudar a salvar uma vida, mas não encontra as condições mínimas necessárias. Um simples desfibrilador automático, que é um aparelho que emite choques elétricos para recompor o ritmo dos batimentos cardíacos e que custa no mercado algo em torno de R$ 6.500,00, pode salvar uma vida, mas infelizmente, a vida humana não vale este investimento para algumas empresas. Este post foi retirado de blog sobre aviação da tripul. Daniele Carneiro.

Doença cardiaca aumenta o risco de fraturas de quadril



  A fratura de quadril é uma das mais temíveis complicações resultantes de uma queda. Ocorre com mais freqüência em idosos. Seu risco é maior pela necessidade de internação hospitalar, realização de cirurgia e, em muitos casos importante diminuição da capacidade de movimentação. Outro risco importante é a possibilidade de liberar no sangue um pouco (êmbolo)  de gordura que pode causar severas complicações pulmonares e até mesmo a morte súbita.
  Tanto em homens como em mulheres idosos, a presença de doença no coração aumenta a chance de queda com fratura de quadril , conforme publicaram cientistas suecos na revista da Associação Médica Americana.
  A presença de doença cardíaca, derrame cerebral prévio, arteriosclerose (obstrução das artérias em qualquer parte do corpo). 
  Outra interessante observação foi que, estudando quase 16 mil gêmeos idênticos,onde um tem doença cardíaca e outro não, mesmo aquele que não tem doença cardíaca tem o risco de fratura aumentado! 
  Observaram que o risco de fratura era maior no primeiro anos após internação por derrame ou doença cardíaca, provavelmente devido ao repouso prolongado. 

artigo original

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Entrevista TV Bandeirantes - Arritmias e Morte Súbita



  No mes de novembro, a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardiacas (SOBRAC) realiza sua campanha anual de prevenção de morte súbita. Diversas atividades estão sendo realizadas em todo pais para a divulgação do risco de arritmias e de sua prevenção.
  Em Porto Alegre, na TV Bandeirantes, participei  de entrevista no Programa Abraão Winogron, tendo oportunidade  de apresentar diversos fatos sobre fatores de risco, doenças do coração, ataque cardíaco e morte súbita. Foram apresentadas no final do programa as melhorias no setor de Emergência do Hospital Ernesto Dornelles. Para aqueles que não conhecem, o programa do Dr. Abraão está no ar há mais de dez anos, sempre com assuntos médicos ou correlatos. Segundo dados divulgados pela emissora, o programa tem a maior audiência no horário em todo estado.


Morte súbita cardíaca é mais frequente nos homens





Os homens apresentam um risco relativamente elevado de morte súbita cardíaca, comparativamente às mulheres, revela um estudo apresentado na reunião anual da American Heart Association. 




Para os homens com 40 anos ou mais, esse risco é de um em oito (12,3%), o triplo do risco para o sexo feminino (um em 24), mostra a investigação, que envolveu 5000 norte-americanos com idades superiores a 40 anos.

“Este risco relativamente elevado deveria ter implicações na forma como as pessoas encaram os comportamentos preventivos”, disse Lloyd-Jones, professor associado de Medicina Preventiva no Instituto Cardiovascular Bluhm, em Chicago.

Os autores sublinham ainda que os homens afro-americanos apresentam quase o dobro do risco dos caucasianos, um cenário que não ocorre nas mulheres. O risco de morte súbita aumenta ainda de forma substancial na presença dos tradicionais fatores de risco para a doença cardíaca: hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e tabagismo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Até as múmias tinham doença no coração




Em um estudo apresentado no congresso da Associação Americana de Cardiologia e publicado na Revista da Associação Médica Americana, foi avaliada a presença de doença nas artérias de 22 múmias com aproximadamente 3 500 anos cada. Isto mesmo, mortas há 3 500 anos. 
Para colocar em perspectiva, melhor, a múmia com maior grau de calcificação nas artérias viveu aprox. 300 anos antes de Moisés, aquele dos dez mandamentos !!!
Das 22 avaliadas, mais da metada apresentaram ateroesclerose (algum grau de entupimento) das artérias do coração. 
Estes achados foi então correlacionados com os fatos conhecidos pelos egiptologistas do museu do Cairo sobre o estilo de vida da época e interessantes observações surgiram:
  1- As mumias dos falecidos com mais de 45 anos apresentavam maior grau de calcificação nas artérias.
  2- Não foram observadas diferenças entre os sexos.
  3- Os mumificados eram sacerdotes ou pessoas que viviam próximas aos reis e rainhas. É razoavel supor que todos tinham alimentação composta não só por grãos mas tambem por carnes.  A conservação da carne era feita apenas com sal.
  4- O fumo ainda não era cohecido.
  5- De acordo com o estilo de vida da época, todos eram fisicamente ativos.
Estes achados sugerem que fatores genéticos são muito importantes para o surgimento de entupimento das artérias Apesar de não ser um dado novo, este fato dá uma nova perspectiva na importância do controle dos fatores de risco e da medicina preventiva. O controle adequado dos fatores de risco permite que a progressão da doença não seje tão rápida ou ao menos tão severa, esperamos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Entrevista sobre Arritmias Cardiacas com perguntas ao vivo - Radio Guaiba Porto Alegre



No dia 21 de Outubro, fui convidado para uma entrevista no programa de assuntos médicos de maior audiência aqui no sul, Programa Medicina e Saúde, apresentado pelo dr. Abraão Winogron, pela Radio Guaiba.


Entrevista


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Morte Súbita Cardíaca: vamos prevenir pois nem sempre é possivel remediar





   Novembro é o mês em que a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas desencadeia a sua campanha de mobilização comunitária para a prevenção à Morte Súbita Cardíaca
   Nos Estados Unidos ocorrem 450.000 casos de morte súbita por ano e no Brasil já atingimos a marca de 250.000 vítimas a cada ano, o que significa que em nosso país já ocorre 1 morte a cada 2 minutos.
   O termo morte súbita cardíaca é utilizado para descrever uma situação em que o coração para de bater.
    Lamentavelmente, menos que 5 % daqueles que são atendidos tem alta hospitalar vivos. Isso porque para se ter alguma chance de sobrevivência o atendimento deve ser feito nos primeiros 4 minutos.
   Esse acidente chega de surpresa, metade das vítimas não sabiam ser portadores de doença cardíaca. Poucos se preocupam em checar seu coração com alguma periodicidade.
   O problema maior, é que a imensa maioria dos casos de morte súbita acontece fora do ambiente hospitalar, ou seja, quando a pessoa está na ompanhia de amigos, familiares ou no trabalho. A falta de conhecimento sobre procedimentos de emergência, o nervosismo e o despreparo de nossa rede de atendimento são as principais dificuldades a sobrevivência das vítimas.
   Toda a semana nós somos bombardeados por notícias de esportistas, políticos, celebridades e conhecidos que sucumbem por Morte Súbita, alguns sabidamente doentes do coração, porém em sua maioria não.
   Hoje, a maior causa de mortalidade no mundo vem de doenças cardiovasculares, como doenças das artérias coronárias, ataque cardíaco, angina, aneurisma da aorta,doenças cardíacas congênitas, insuficiência cardíaca e doença cardíaca reumática e as famosas arritmias
   No Brasil cerca de 5% da população possui algum tipo de arritmia cardíaca, que são as alterações dos batimentos cardíacos. São batimentos mais lentos, mais rápidos ou apenas irregulares e são mais frequentes em pessoas que já tenham doenças cardíacas.
   Entretanto, algo muito importante deve ser esclarecido.
   No ataque cardíaco, o problema é ocasionado por um bloqueio na passagem de sangue para o coração que pode levar a angina ou mesmo a um Infarto do Miocárdio.
   Na Morte Súbita existe um curto-circuito elétrico que provoca uma aceleração dos batimentos cardíacos e ele para de bater!
   Se você pensar em seu coração como uma casa, o ataque cardíaco é um problema hidráulico e a Morte Súbita um problema elétrico. Estes problemas, quando somados,s matam mais que todos os tipos de câncer, acidentes de carro e AIDS juntos.
   Com o avanço da medicina a diminuição da mortalidade por doenças cardíacas no mundo é um fato real. Novos remédios, a preocupação em manter hábitos saudáveis, o controle dos fatores de risco como a hipertensão arterial, obesidade e a diminuição do fumo colaboram e muito para que as doenças cardíacas afetem ainda mais pessoas, Porém, a mortalidade por Morte Súbita não diminui.
   Existem campanhas para as mais diversas e raras doenças, com amplo apelo de mobilização comunitária, mas nada é feito para a prevenção de Morte Súbita.
     Os números são tão elevados que por incrível que pareça, parece que “morrer do coração” é uma explicação que deixa todos confortados.


   A grande pergunta é: Essas pessoa precisariam morrer do coração?


   A prevenção ao surgimento de doenças cardíacas é a melhor das ferramentas para uma vida longa e sadia.
   Estamos cansados de saber dos prejuízos do tabagismo ao organismo, dos males do sedentarismo e da obesidade, dos hábitos alimentares sem regras e do perigo da Hipertensão Arterial Sistêmica, a pressão alta, que já atinge um em cada quatro brasileiros adultos. Usualmente, só nos preocupamos quando a máquina começa a acusar algum problema ou quando levamos um susto.
   Quantas e quantas vezes nos perguntamos por que o sistema de saúde não investe em prevenção ou o que podemos fazer para vender à população a importância da prevenção das doenças cardíacas.
   Diversas atitudes são necessárias por parte de todos.
   Existe a premente necessidade se investir na identificação dos que estão em risco, pois esse investimento sai muito mais barato para o governo e para as operadoras de saúde do que os muitos milhões de reais que são gastos em internações por problemas cardíacos.
   Algo poderia ser feito de imediato, como exigir medidas protetoras obrigatórias para se ter aparelhos desfibriladores automáticos e pessoal com treinamento adequado em locais públicos com fluxo intenso de pessoas, clubes e em empresas.
   Medicamentos deveriam ser vendidos com maior controle, mesmo os mais inocentes como descongestionantes nasais e os largamente utilizados para emagrecer.
   Enfim, a prevenção de problemas como a morte súbita cardíaca passa necessariamente por uma reavaliação de nossos hábitos, costumes e pelo amor a vida.
A opção pela vida é de cada um de nós.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Novas recomendações de reanimação divulgadas na TV



Em reportagem de 2 min. que foi ao ar no dia 4 de novembro, o Jornal Nacional (Globo) apresentou as novas recomendações para reanimação cardiovascular.
A reportagem foi muito precisa sendo extremamente importante a divulgação desta nova abordagem para a ressucitação. A facilitação na realização aumenta significativamente a possibilidade de inicio de tratamento por leigos.Sabemos que quanto mais cedo inicia o tratamento, maior a chance de recuperação.
Vale a pena conferir

sábado, 7 de novembro de 2009

Ressucitação cardiaca mudou: somente massagem, sem boca-a-boca





Tradicionalmente,  a ressucitação de uma vitima de morte subita é a massagem cardiaca e a respiração boca a boca.
Isto mudou. 
Hoje sabe-se que a realização apenas de massagem cardíaca é ao menos tão eficiente quanto a sua associação com a respiração boca-a-boca. O nosso organismo tem uma reserva de oxigênio de aproximadamente 10 minutos. É fundamental que façamos com que este oxigênio chegar a todo o corpo, principalmente o cérebro que é o orgão mais sensível. Devido a este curto tempo, é fundamental que os bombeiros sejam acionados ou que algum desfibrilador esta disponível
Os protocolos seguidos pelos bombeiros, paramédicos e são ensinados nos cursos de reanimação já iniciaram sua mudança para seguir esta nova diretriz.
Desta maneira, fica mais fácil e rápido iniciar o atendimento e aumentar as chances de sobrevivência da vítima.  A chance de sobrevivência de vítimas de parada cardíaca no Brasil é de apenas 5%, aumentando para quase 50 % quando o inicio do atendimento for imediato.

domingo, 1 de novembro de 2009

Fibrilação atrial e corticoides





O uso de Corticóides aumenta o risco de fibrilação atrial
Em publicação recente, pesquisadores dinamarqueses mostraram que as pessoas que utilizam medicações corticóides tem o dobro de risco de internações devido a fibrilação atrial.
Os corticóides são hormônios utilizados como medicamentos para o tratamento doenças crônicas, e alergias, inclusive asma.
O risco de internação aumentou independente da doença do paciente, segundo relatado pelo Dr Christian Fynbo Christiansen (Aarhus University Hospital, Dinamarca). 
O estudo foi conduzido com a utilização de um banco de dados nacional e identificou mais de 20 221 primeiras internações com fibrilação ou flutter atrial em um período de sete anos.  Quanto maior a dose de corticóide em uso, maior a chance de internação por arritmia.

Os dados são interessantes mas não está claro se a fibrilação atrial foi causada pela doença que levou ao uso dos corticóides ou se a própria medicação desencadeou a arritmia
É certo que pessoas em uso deste tipo de medicação frequentemente apresentam outras doenças que podem tambem estar relacionadas com o surgimento da arritmia.


As informações acima são para orientação e auxílio. Qualquer alteração referente ao uso destas medicações somente poderão ser resolvidas junto com seu médico.

Os fabricantes de dispositivos de fitness ou qualquer dispositivo com sensores relacionados com a saúde, geralmente são cuidadosos e r...