I M P O R T A N T E

As informações, sugestões e tratamentos citados neste blog e em seus links tem caráter apenas informativo, nunca substituindo a opinião ou conselho de seu médico.

domingo, 25 de outubro de 2009

Cardioversão Elétrica no tratamento de Fibrilaçao Atrial




Quando a fibrilação atrial tem inicio recente (menos de 48 hs) ou causa é muito rápida, o tratamento de escolha pode ser a reversáo para o ritmo normal (sinusal) com a aplicação de um choque elétrico com 85 % de chance de sucesso.

É a cardioversão elétrica.
Realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia leve, são posicionadas  no tórax placas adesivas ou metálicas. Estas placas é conectada a um aparelho (desfibrilador) que deflagra um pulso de energia elétrica sincronizado com os batimentos do coração. Esta energia provoca que os batimentos cardíacos se organizem, restaurando a frequencia cardíaca normal.
Se o paciente tem doença cardíaca ou já teve outros episódios de fibrilação atrial, a chance da cardioversão não ser eficaz aumenta.
Quais os riscos? Quando realizada por pessoal treinado e com os equipamentos corretos o risco é insignificante. Porém, existe o risco da reversão da arritmia para o ritmo sinusal. O mais temido é o deslocamento de algum trombo de dentro do coração para algum outro órgão, usualmente o cérebro.
Estes trombos tem o potencial de causar os acidentes vasculares cerebrais ("derrames") transitórios ou permanentes. Estes trombos formam-se no interior do coração durante a arritmia e podem soltar-se deslocando para todo o corpo. Sabe-se que quando a arritmia tem a duração superior a 48 hs, a chance de liberação de trombos aumenta e o uso de anticoagulantes é necessário.
Portanto, antes de realizar uma cardioversão o médico tem que ter a certeza da duração da mesma ou assegurar-se que o paciente esta em uso regular de anticoagulantes por pelo menos 4 semanas.

sábado, 24 de outubro de 2009

Propostas de mudanças no modelo de saúde




O mundo atual apresenta características interessantes em relação ao sisitema de saúde: o aumento da expectativa de vida assim como  a crescente preocupação com a sua qualidade. 
O barateamento e a popularização da tecnologia quebram paradigmas ao permitir que camadas significativas da população tenham acesso a objetos a pouco tempo tidos como raros ou caros (celular, mp3, DVD, etc)
Estes ingredientes formam o substrato para que possa haver uma ruptura do modelo de saúde vigente pois temos uma fatia cada vez maior da população que vai necessitar de cuidados médicos em um momento onde existe o potencial tecnológico para fornecer os melhores diagnósticos e tratamentos para todos. 
O problema é que hoje, o hospital é a estrutura mais importante do sistema mas, se não modificarmos a maneira como praticamos medicina, não haverão leitos hospitalares suficientes. Algo deve ser feito, uma ruptura do modelo necessita ser realizada, uma solução disruptiva nas palavras do Prof. Clayton Christensen.
Esta reengenharia modifica o foco de todos os elementos da cadeia de valor. Assim como sugere Michael Porter, o paciente deve ser o centro do sistema e as soluções voltadas a atender suas exigências básicas de viver mais e melhor, ou seja, conspirando a favor da manutenção da saúde e fugindo da doença.


domingo, 18 de outubro de 2009

Apneia do Sono e Mortalidade


Os distúrbios do sono estão sendo cada vez mais relacionados as arritmias cardíacas como fibrilação atrial ou extrassístoles ventriculares. Cada vez mais, a avaliação das as alterações respiratórias do sono assumem papel importante para a boa prática médica.
Os sintomas mais freqüentes são: ronco, dificuldades respiratórias durante o sono e a sonolencia diurna. Apesar de serem sintomas muito frequentes, a maior parte das pessoas não procura atendimento médico não sendo o distúrbio adequadamente tratado. Em estudo realizado pela Johns Hopkins School of Public Health, os autores concluiram que pacientes portadores de distúrbios do sono apresentam um risco 50 % maior de morte do que pessoas do mesmo sexo e idade sem a doença. Esta associação independe de outras doenças, tratamentos ou estilo de vida. Além disto, em homens de 40 a 70 anos o risco dobra!
Sómente nos Estados Unidos, estima-se que 12 milhões de pessoas são portadores de apnéia do sono. As opções de tratamento existentes incluem alterasções alimentares, mudanças nos hábitos do sono, dispositivos para ajudar a respiração e até mesmo cirurgias.
Apesar destas opções serem eficazes para controlar os sintomas, o impacto destes tratamentos na mortalidade ainda é desconhecido.
Estudo americano  que envolveu mais de 6000 homens e mulheres com mais de 40 anos mostrou que  os portadores de apnéia do sono moderada ou severa apresentavam mortalidade maior do que o restante da amostra. Estes resultados foram confirmados mesmo após ajustes para sexo, peso ou tabagismo. 
Apesar das diversas limitações que este tipo de estudo apresenta, a sinalização de que os distúrbios do sono podem ser um componente de situações de gravidade não é ainda adequadamente reconhecida pela prática médica.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Arritmias e tratamento gênico


Cientistas japoneses usaram células retiradas de cordão umbilical de ratas para criar outras, com as mesmas propriedades do tecido condutor cardiovascular, responsável pelos impulsos eléctricos que levam o coração a bater.
Em estudo inédito apresentado na American Heart Association's Basic Cardiovascular Sciences Conference, em Dallas, nos EUA, cientistas japoneses explicaram como recolheram células estaminais mesenquimais provenientes de cordão umbilical de ratas e injetaram-nas em animais com problemas de arritmia cardíaca causados por bloqueio atrioventricular.
Uma semana depois o bloqueio tinha se resolvido parcial ou totalmente em aproximadamente metade dos sujeitos.
Os exames efetuados revelaram também que as células injetadas alojaram-se perto da área do coração responsável pela condução elétrica (nó AV).


"Atualmente, os bloqueios cardíacos têm apenas tratamento paliativo, proporcionado pela colocação do marcapasso. Esta investigação sugere a possibilidade de uma cura definitiva para as pessoas afectadas por este problema, literalmente dando-lhes um novo marcapasso biológico", segundo Toshinao Takahash da Universidade de Chiba, Japão.


 Ainda é muito cedo para saber a possibilidade de uso desta descoberta mas, sem sombra de dúvida, no Brasil onde a maior causa de bloqueios cardíacos é a doença de Chagas, novas possibilidades de tratamento são sempre bem vindas.



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marcapassos e MP3 interações a serem melhor observadas



Em artigo publicado na última edição da revista da Sociedade Americana de Arritmias Cardíacas foi demonstrado que aparelhos portáteis de reprodução de músicas (MP3) utilizados com fones de ouvido podem causar interferências no funcionamento de marcapassos ou nos cardioversores-desfibriladores implantáveis (CDI).
Foram avaliados 100 pacientes com aparelhos implantados. Em 30 % foram observadas alterações com alguns modelos de tocadores de MP3 e/ou fones de ouvido.
Em todos pacientes a interferência só foi detectada quando o aparelho e ou o fone estavam a menos de 2 cm do marcapasso ou do CDI.
O motivo para tal é a ação das ondas eletromagnéticas emitidas por estes equipamentos que pode modificar temporariamente a programação dos marcapassos/CDI . Esta situação pode, ser potencialmente perigosa pois as interferências podem provocar até mesmo o desligamento temporário de algumas funções importantes dos aparelhos.
Estes achados não são realmente uma surpresa pois  já é bem conhecido que os portadores de marcapassos ou desfibriladores não devem posicionar aparelhos eletrônicos ou telefones celulares próximos ao local de implante.
A recomendação é que os aparelhos de MP3, fones de ouvidos, assim como outros equipamentos eletrônicos (inclusive telefones celulares) sejam mantidos a pelo menos 5 centímetros do local onde foi implantado o marcapasso ou o desfibrilador.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Desfibriladores cardíacos salvando vidas


A morte súbita de origem cardíaca é a causa mais frequente de morte natural no mundo, sendo que as arritmias cardíacas são as causadoras da imensa maioria destes óbitos, principalmente a fibrilação ventricular. Sómente nos Estados Unidos, morrem aproximadamente 300 000 pessoas por ano. O impacto  dos desfibriladores implantáveis na prevenção de morte súbita é conhecido e confirmado nos estudos realizados ao redor do mundo.
Em artigo publicado na última semana, médicos americanos relatam inusitado caso em que um paciente atingido por um tiro de arma de fogo foi salvo do impacto pelo desfibrilador implantavel (foto).
O tiro amassou o aparelho, chegando mesmo a separar o conector do gerador propriamente dito.
Efetivamente estamos diante de mais uma demonstração da capacidade de um aparelho para salvar vidas!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Desfibriladores em ambulâncias



As mais de 200 ambulâncias do Sistema Integrado de Emergência Médica vão ser equipadas com aparelhos de desfibrilhação automática externa, mas não há ainda data para que esta operação esteja concluída.
A revelação de que todas as ambulâncias do SIEM vão passar a estar dotadas de desfibrilhadores foi feita, numa entrevista à agência Lusa, pelo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Ao que o JN apurou, essa operação ainda vai demorar alguns meses, visto que está dependente da formação de muitas centenas de bombeiros de todo o país que terão de ser formados em Suporte Básico de Vida (SBV) e habilitados a operar os DAE. "É preciso que integrem um programa de formação, que inclui um médico supervisor e um sistema de auditoria", explicou, ao JN, fonte do INEM, admitindo que o instituto não tem capacidade para assumir a formação de tantos profissionais.


Pena que é em Portugal . . .

Os fabricantes de dispositivos de fitness ou qualquer dispositivo com sensores relacionados com a saúde, geralmente são cuidadosos e r...