quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O “Doutor Google” atende hoje?




 Quem nunca pesquisou na internet sobre algum sintoma como palpitações, tentou desvendar o resultado de um exame ou procurou informações sobre o tratamento de uma doença?
 Não faltam sites com diagnósticos mágicos e promessas de curas milagrosas, provocando mais indagações e respostas fantasiosas. 
 A internet popularizou o acesso à informação e alterou a rotina nos consultórios médicos. Não raro, profissionais da área da saúde se deparam com pacientes e familiares bem informados e questionadores.  A culpa é do “Dr. Google”?
 Diante desta nova realidade, é importante definir e saber como interagir dentro deste ecossistema virtual. Os profissionais, ao invés de contestar o conteúdo da web, devem aumentar a sua participação ativa em redes sociais, fóruns de discussão, blogs ou diários virtuais, pois a geração de conteúdo cria espaços para disseminar conhecimento de qualidade a todos os interessados sejam pacientes, familiares ou cuidadores. Muitos sites, por exemplo, contam com profissionais qualificados que com seu nome qualificam e dão credibilidade à informação, aproximando os interessados da realidade cientificamente validada utilizando o mundo virtual. Os internautas tem a chance de consumir conteúdo sério e produzido por fontes confiáveis. Todos ganham com este processo.
 Há alguns anos edito este blog direcionado a difusão de conhecimentos em arritmias cardíacas. Mantê-lo atualizado exige tempo e dedicação, pois a demanda dos leitores é alta. A aproximação com os internautas transmite a real inquietação com a falta de informações, descaso com a saúde e principalmente de alguém que esclareça, que informe.  Esta lacuna está sendo ocupada pelas redes sociais. Aqui cabe a pergunta: o que o sistema de saúde ganha com isto? A resposta é simples; quanto mais esclarecidos estamos mais saudáveis seremos. Este simples fato permite que façamos as perguntas e, principalmente as escolhas corretas.
 Assim, se você é profissional da área da saúde, nunca subestime o paciente/leitor, lembre-se que a sua credibilidade é a grande ferramenta para diferenciar-se do Dr. Google. Da mesma forma, se você é usuário da internet lembre-se que na próxima vez que você for pesquisar no Dr. Google verifique atentamente a fonte destas informações.

domingo, 10 de agosto de 2014

Marcapassos e medicações: uma combinação necessária




 Esta é uma pergunta muito frequente no consultório e no blog. Estes aparelhos quando corretamente indicados não só salvam vidas como normalmente melhorar muito a sua qualidade e segurança para todos.
 Tanto os marcapassos como os desfibriladores são colocados apenas em quem tem algum tipo de arritmia cardíaca, seja o coração batendo muito devagar ou muito rápido. Outra indicação é diminuir o risco de morte súbita, principalmente em pessoas que já tem doenças cardíacas.
 A cardiopatia de maior risco é a chamada isquêmica, situação em que falta sangue para nutrir o coração e ele sofre. Nestas situações a dor no peito (angina), o infarto podem ocorrer porém até mesmo a morte súbita pode ser a manifestação inicial. 
 Diversas outras doenças do coração podem levar ao surgimento de arritmias, portanto elas são uma manifestação (sintoma) do comprometimento do coração.
 Tanto o desfibrilador como o marcapasso funcionam como complemento do tratamento e, em muitas ocasiões a utilização de medicações é fundamental para que o tratamento proporcione melhor qualidade de vida e menor risco seja realizado. 
 Estes aparelhos atuam como remédios implantados.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O impacto social da morte súbita



  No sábado, 19 de abril de 2014 faleceu o locutor esportivo Luciano do Valle. Segundo o cardiologista que fez o atendimento imediato durante o vôo e acompanhou o atendimento apos, a causa do óbito foi morte súbita. A morte súbita é definida como morte na primeira hora após o surgimento dos sintomas na ausência de causas aparentes em pessoas com ou sem doença cardíaca.Diferente do chamado "ataque cardíaco", que usualmente é causado por uma obstrução na passagem de sangue nas artérias do coração. 

 Apesar do grande impacto na população,  pouco se fala sobre este tema. Aspectos como prevenção, avaliação daqueles com maior risco e principalmente o impacto social e familiar desta situação são raramente comentados. Uma das causas mais frequentes de morte súbita são as arritmias cardíacas.
 Neste mes de Abril, uma das mais importantes revista médica trouxe importantes informações sobre o tema:
-  Morte súbita cardíaca é a causa de aprox. 10 % do total de mortes nos Estados Unidos.
-  Mais frequente entre os 50-70 anos.
-  É a responsável por 60 em cada 100 mil óbitos de causa natural, sendo um pouco maior nos homens do que nas mulheres.
-  Este impacto somente foi superado pelo total das doenças cardíacas e o somatório de todos os tipos de câncer.
A morte súbita é responsável por aprox. 40-50 % do total de anos potenciais de vida, ou seja caso fosse prevenida ou tratada, o paciente poderia viver 25 a 35 anos a mais, caso não surgirem outros problemas de saúde.

 Ou seja, a prevenção, o correto treinamento assim como a rapidez no atendimento deveriam ser de alta prioridade para todo o sistema de saúde.
 Todos nós devemos interferir na prevenção procurando um médico após os 40 anos e eliminando os fatores de risco. O estado e a sociedade deveriam atuar para que o atendimento a estas situações possam ser rápidos (treinamento, ambulâncias, serviços de emergência, etc).

 Sómente com a atenção de todos podemos diminuir esta verdadeira calamidade que pode afetar a todos, amigos e familiares, principalmente entre os 50 e 70 anos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Um refri por dia é suficiente para aumentar o risco cardíaco



Os médicos sempre comentam que o uso excessivo de açucar na dieta está vinculado a obesidade, diabete,  sedentarismo e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
 Estudo médico recentemente publicado em uma das mais importantes revistas americanas confirmou este achado e ainda mais: os americanos adultos consomem , em média, cerca de 15% de suas calorias a partir de açúcares adicionados aos alimentos durante o processamento. 1/3 destas calorias são devido ao uso de refrigerantes chamados de "normais". 
 "Nossos resultados indicam que a maioria dos adultos norte-americanos consomem mais açúcar do que é recomendado para uma dieta saudável", escreve o Dr. Quanhe Yang (Centers for Disease Control and Prevention , Atlanta, GA).
 A recomendação é que não mais de 10% do consumo calórico deve ser do consumo de açucares. O maior consumo de vegetais e frutas auxilia, e muito na diminuição da quantidade de açucar.
 A pergunta que sempre fica tem a ver com os refrigerantes "light".  Efetivamente a quantidade de açucar é bem menor mas eles são ricos em sódio, componente que aumenta o risco de hipertensão arterial. Importante lembrar que apenas a substituição de refrigerante pode não modificar outros hábitos alimentares tais como consumo de batatas fritas, chips, chesseburgers, etc.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

20 em cada 100 obitos estão associados a obesidade




 A obesidade está cobrando um pedágio cada vez maior nos paises desenvolvidos. 1 em cada 5 óbitos nos EUA está vinculado ao aumento de peso.
  Utilizando dados de 19 estudos (quase 700 mil óbitos),  a Escola de Saúde Pública da Universidade de Colúmbia relacionou a obesidade ou sobrepeso a quase 20 % das mortes ocorridas entre 1986 e 2006.

  Os investigadores seguiram o cálculo tradicional do IMC (índice de massa corporal) normal 18,5 a 24,9, sobrepeso, 25,0-29,9 e obesidade acima de 30,0 kg/m2. 
O estudo também mostrou que a obesidade aumenta a mortalidade em todas as faixas etárias. 

"Nós acreditamos que é imperativo para o público e aqueles que constroem as políticas de saúde  a reconhecer que a saúde da população, além de mais de um século de ganhos constantes em expectativa de vida está sendo ameaçada pela epidemia de obesidade."


Am J Public Health. Publicado online 15 de agosto de 2013.