terça-feira, 9 de junho de 2015

Emagrecimento e arritmias cardiacas




  Sabemos que a fibrilação atrial é uma das arritmias mais frequentes podendo causar fraqueza, falta de ar e palpitações além de aumenta o risco de problemas mais graves, como acidente vascular cerebral (derrame).
  Estima-se que nos Estados Unidos cinco milhões de pessoas tenham fibrilação atrial, a grande maioria ainda sem diagnóstico. Sabemos também que aproximadamente 40 % dos americanos tem sobrepeso ou mesmo obesidade
   Estudo médico recente mostrou que o aumento de peso, além das outras consequências, também está associada com risco de fibrilação atrial.
  Este ano foi apresentado no congresso da Sociedade Americana de Cardiologia um importante trabalho que mostrou uma face muito promissora: a diminuição do peso também diminui o risco de fibrilação atrial e este efeito perdura enquanto o peso estiver controlado.
 "Os pacientes que perderam mais peso e mantiveram um peso mais estável ao longo de quatro anos, mostraram importante redução na fibrilação atrial e suas complicações" concluiram os autores.
 A perda de peso também levou a mudanças favoráveis ​​dos fatores de risco cardiovasculares, como a hipertensão arterial, apnéia do sono e diabetes, além de melhorias na função do coração."
 Os pesquisadores avaliaram 355 participantes por uma média de quatro anos. Todos os participantes eram obesos e tinham fibrilação atrial no início do estudo. Para incentivar a perda de peso, a clínica utilizada, uma abordagem motivacional, que incluiu três visitas por mês, orientação dietética detalhada, exercícios de baixa intensidade, aconselhamento e manutenção de uma dieta diária e diário de atividade física em pessoas de apoio.
 A perda de peso também foi associado com mudanças significativas no coração incluindo pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue. É certo que todos os fatores juntos podem contribuir para a diminuição de derrames porem este estudo é o primeiro com acompanhamento de longo prazo e seus resultados são muito importantes pois já sabemos que o controle do peso traz diversos benefícios de saúde porém ele pode também estar vinculado a saúde do cérebro. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Exercicio diminui o risco de novas arritmias




  Muitos pacientes diminuem sua atividade diária, prática de exercícios físicos, inclusive sexual, após a colocação de marcapassos ou desfibriladores cardíacos. As causas mais frequentes são falta de informações, ansiedade e medo de que as atividades possam gastar mais as baterias ou provocar descargas do aparelho.    Diversos estudos médicos já mostraram que estas limitações não aumentam o funcionamento do aparelho além de diminuirem muito a qualidade de vida dos pacientes e familiares.   Sabe-se que a prática de exercícios aeróbicos moderados pode melhorar a saúde cardiovascular em pacientes que receberam um cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) sem aumentar o número de choques.   Em março de 2015 foi publicado em importante revista médica um estudo que demostrou que a prática regular de atividade física (ao menos duas horas e meia por semana) não tem relação com o eventual aumento do número de choques. Mais importante ainda foi a demonstração da melhora da capacidade física daqueles que praticam exercícios. Estes exercícios podem ser apenas uma caminhada em passo moderado, divididos em pelo menos 3 sessões por semana, seguidos de alongamentos.  Estes achados sugerem que a prática de atividade física é segura, levando a melhora na qualidade de vida nos portadores de desfibriladores.  Os resultados não são surpreendentes mas confirmam a importância da realização de atividade física regular mesmo para aqueles que acreditam que ela pode ser perigosa.   É sempre bom lembrar que o médico deve ser consultado antes de iniciar a atividade em todo o paciente com doença cardíaca.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Diagnóstico de arritmias pelo telefone





 A internet passou a fazer parte do dia-a-dia de todos e,  integração de outros aparelhos está multiplicando a sua utilidade. 
 A utilização do telefone celular como ferramentas para auxiliar no diagnóstico de doenças é uma realidade. Já existem centenas de aplicativos voltados desde a prevenção até mesmo auxiliar o tratamento de diversas doenças.
 Estudos mostram que 85 % dos usuários da internet já procuraram informações sobre medicina e aproximadamente 30 % dos usuários de smartphones já baixaram aplicativos de saúde.
Recentemente foi aprovado  pela agência reguladora de saúde (FDA) americana um aparelho que adquire o eletrocardiograma direto pelo celular.


 Este equipamento pode ser utilizado por qualquer pessoa e o traçado encaminhado para seu médico. Estudos mostraram que este é um método muito eficaz para o diagnóstico de arritmias de risco, eventuais desencadeantes e até mesmo sua duração e risco. Muitas, se não tratadas, podem levar até mesmo a derrames (AVC).
 A tecnologia móvel na saúde continua a desenvolver-se em um ritmo muito rápido devido a diversas vantagens em relação aos instrumentos tradicionais tais como custo, acessibilidade e maior informação do paciente com sua doença.
 Este equipamento não está disponível para comercialização no Brasil porém,  no consultório já estou avaliando a sua eficácia e utilidade em alguns pacientes.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Conselhos médicos na televisão




 Todos nós temos um tio/tia (ou amigo/a, namorado/a, primo, etc)  divulgando os benefícios de recomendações médicas e/ou dietéticas dos programas de TV. As vezes fica difícil dizer que é legal ouvir mas voce não está interessado. Estudos médicos recentemente publicados mostram que   aproximadamente metade das "recomendações" médicas apresentadas não estão corretas ou pior, estão em contradição com as melhores evidências disponíveis, de acordo com um estudo publicado por prestigiada revista médica inglesa.

 "As decisões em torno de questões de saúde são muitas vezes desafiador e requer muito mais do que as recomendações não-específicos com base em pouca ou nenhuma evidência de profissionais de saúde mídia", concluem os pesquisadores. 

 "O público deve ser cético sobre as recomendações feitas em programas de entrevistas médicas."



fonte

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Dia Marcante



 Amigos, hoje o www.foradoponto.com atingiu a marca de 800 000 visitas. Este número só foi atingido graças ao apoio e o retorno de todos que visitam nossas paginas com conteúdo sempre voltado a esclarecer e informar. Assuntos desde ansiedade até mesmo parada cardíaca foram abordados em diversos posts, necessitando de tempo e pesquisa.
 A única e grande recompensa é a sensação de estar colaborando para um mundo melhor.
 Obrigado a todos e a luta continua !!

sábado, 27 de setembro de 2014

5 mitos sobre a doença cardíaca



Nos últimos anos aprendemos muito sobre o que provoca ataques cardíacos e como evitá-los. Infelizmente muitas fantasias existem e elas provocam problemas e muitas vezes aumentam o risco de doenças do coração.

Mito 1: Se você tiver uma doença cardíaca, você não deve praticar atividade física.
"Para a grande maioria das pessoas com doença cardíaca, o sedentarismo não é uma boa ideia. Ela pode levar à formação de coágulos sanguíneos nas pernas e uma grande diminuição na condição física geral ", A atividade física ajuda a fortalecer o músculo cardíaco, melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhora a saúde geral e bem-estar.
O que você pode fazer: pergunte ao seu médico qual o tipo de exercício seria bom para você, e quanto você deve fazer. A maioria das pessoas pode andar, e qualquer quantidade de caminhada é bom para o coração.

Mito 2: É bom ter pressão arterial mais elevada quando estiver mais velho.
A pressão arterial tende a aumentar com a idade, mas o fato de que isto é frequente não significa que é bom para você. O sangue batendo contra as paredes das artérias pode danifica-los ao longo do tempo, assim é como a pressão arterial elevada aumenta o risco de ataque cardíaco e AVC  (derrame). O músculo do coração sobrecarregado se torna menos eficaz e precisa trabalhar ainda mais.
O que você pode fazer: ter sua pressão arterial controlada. Se for acima de 140/90, pergunte ao seu médico o que você pode fazer para controlá-la.

Mito 3: Você pode reduzir seu risco de doença cardíaca utilizando vitaminas e suplementos.
As vitaminas e antioxidantes antioxidantes  assim como o beta-caroteno podem diminuir o risco de doença cardíaca. No entanto, os estudos médicos  não confirmaram estes benefício ou foram conduzidas de tal forma que nenhuma conclusão pode ser tirada. A sociedade americana de cardiologia (AHA) afirma que não há provas científicas de que esses suplementos previnem ou tratam as doenças cardiovasculares.
O que você pode fazer: O corpo absorve e utiliza vitaminas e minerais melhor quando são ingeridos através de alimentos, procure comer uma grande variedade de alimentos nutritivos. Como regra, procure ter ao menos três cores de alimentos em seu prato.

Mito 4: A doença cardíaca é  problema de homens.
Desde 1984, mais mulheres do que homens morreram a cada ano de doenças cardíacas. A doença cardíaca é a principal causa de morte em mulheres com mais de 65 anos de idade, assim como é a principal causa de morte de homens.
Sabe-se que 70% dos homens e mulheres têm algum tipo de doença cardiovascular na grande maioria das vezes sem risco. Porém, o risco aumenta com a idade e após os 80 anos, 83% dos homens e uma porcentagem ainda maior de mulheres  87% são afetados.
O que você pode fazer: Se você é um homem ou uma mulher, pergunte ao seu médico para realizar um exame cardíaca, que inclui a verificação de seu colesterol e pressão arterial. Em seguida, siga as recomendações do seu médico.

Mito 5: Se você tiver uma doença cardíaca, você deve alimentar-se com pouca gordura.
É verdade que você deve comer uma dieta baixa em gordura saturada e gordura trans. Porém outras gorduras, nomeadamente as gorduras insaturadas em óleos vegetais e outros alimentos, são benéficas. Na verdade, comer peixe de alta em ômega-3 os ácidos gordos, como salmão, duas vezes por semana pode reduzir o risco de doença cardíaca.

O que você pode fazer: Incluir produtos lácteos, com baixo teor de gordura, peixes, nozes e azeite de oliva em sua dieta. Se você come carne, certifique-se os cortes são magros e retire a pele para a ingesta de aves..