terça-feira, 22 de abril de 2014

O impacto social da morte súbita



  No sábado, 19 de abril de 2014 faleceu o locutor esportivo Luciano do Valle. Segundo o cardiologista que fez o atendimento imediato durante o vôo e acompanhou o atendimento apos, a causa do óbito foi morte súbita. A morte súbita é definida como morte na primeira hora após o surgimento dos sintomas na ausência de causas aparentes em pessoas com ou sem doença cardíaca.Diferente do chamado "ataque cardíaco", que usualmente é causado por uma obstrução na passagem de sangue nas artérias do coração. 

 Apesar do grande impacto na população,  pouco se fala sobre este tema. Aspectos como prevenção, avaliação daqueles com maior risco e principalmente o impacto social e familiar desta situação são raramente comentados. Uma das causas mais frequentes de morte súbita são as arritmias cardíacas.
 Neste mes de Abril, uma das mais importantes revista médica trouxe importantes informações sobre o tema:
-  Morte súbita cardíaca é a causa de aprox. 10 % do total de mortes nos Estados Unidos.
-  Mais frequente entre os 50-70 anos.
-  É a responsável por 60 em cada 100 mil óbitos de causa natural, sendo um pouco maior nos homens do que nas mulheres.
-  Este impacto somente foi superado pelo total das doenças cardíacas e o somatório de todos os tipos de câncer.
A morte súbita é responsável por aprox. 40-50 % do total de anos potenciais de vida, ou seja caso fosse prevenida ou tratada, o paciente poderia viver 25 a 35 anos a mais, caso não surgirem outros problemas de saúde.

 Ou seja, a prevenção, o correto treinamento assim como a rapidez no atendimento deveriam ser de alta prioridade para todo o sistema de saúde.
 Todos nós devemos interferir na prevenção procurando um médico após os 40 anos e eliminando os fatores de risco. O estado e a sociedade deveriam atuar para que o atendimento a estas situações possam ser rápidos (treinamento, ambulâncias, serviços de emergência, etc).

 Sómente com a atenção de todos podemos diminuir esta verdadeira calamidade que pode afetar a todos, amigos e familiares, principalmente entre os 50 e 70 anos.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Um refri por dia é suficiente para aumentar o risco cardíaco



Os médicos sempre comentam que o uso excessivo de açucar na dieta está vinculado a obesidade, diabete,  sedentarismo e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
 Estudo médico recentemente publicado em uma das mais importantes revistas americanas confirmou este achado e ainda mais: os americanos adultos consomem , em média, cerca de 15% de suas calorias a partir de açúcares adicionados aos alimentos durante o processamento. 1/3 destas calorias são devido ao uso de refrigerantes chamados de "normais". 
 "Nossos resultados indicam que a maioria dos adultos norte-americanos consomem mais açúcar do que é recomendado para uma dieta saudável", escreve o Dr. Quanhe Yang (Centers for Disease Control and Prevention , Atlanta, GA).
 A recomendação é que não mais de 10% do consumo calórico deve ser do consumo de açucares. O maior consumo de vegetais e frutas auxilia, e muito na diminuição da quantidade de açucar.
 A pergunta que sempre fica tem a ver com os refrigerantes "light".  Efetivamente a quantidade de açucar é bem menor mas eles são ricos em sódio, componente que aumenta o risco de hipertensão arterial. Importante lembrar que apenas a substituição de refrigerante pode não modificar outros hábitos alimentares tais como consumo de batatas fritas, chips, chesseburgers, etc.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

20 em cada 100 obitos estão associados a obesidade




 A obesidade está cobrando um pedágio cada vez maior nos paises desenvolvidos. 1 em cada 5 óbitos nos EUA está vinculado ao aumento de peso.
  Utilizando dados de 19 estudos (quase 700 mil óbitos),  a Escola de Saúde Pública da Universidade de Colúmbia relacionou a obesidade ou sobrepeso a quase 20 % das mortes ocorridas entre 1986 e 2006.

  Os investigadores seguiram o cálculo tradicional do IMC (índice de massa corporal) normal 18,5 a 24,9, sobrepeso, 25,0-29,9 e obesidade acima de 30,0 kg/m2. 
O estudo também mostrou que a obesidade aumenta a mortalidade em todas as faixas etárias. 

"Nós acreditamos que é imperativo para o público e aqueles que constroem as políticas de saúde  a reconhecer que a saúde da população, além de mais de um século de ganhos constantes em expectativa de vida está sendo ameaçada pela epidemia de obesidade."


Am J Public Health. Publicado online 15 de agosto de 2013.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Multivitaminícos não trazem benefícios cardíacos em pessoas saudáveis



 Recentemente, a prestigiada revista "Annals of Internal Medicine" avaliou uma série de publicações sobre a ingesta de multivitamínicos.
 Os resultados foram muito consistentes e claros: as vitaminas não protegem nem previnem o surgimento de doenças cardíacas.  
 Em outras palavras, aquele comprimido de vitaminas que utillizamos para "fortalecer" não traz nenhum benefício para o coração.
 Muitas dúvidas existiam, sobre este tema, inclusive já discutidas em um post anterior.
 Em um dos estudos que envolveu mais de 6 000 médicos voluntários, um grupo tomou vitaminas e outro apenas placebo (pílula sem medicamento).  Após 12 anos de acompanhamento, não houve nenhuma diferença entre os dois grupos em relação as suas funções cerebrais.
 A única vitamina para a qual ainda não temos evidências suficientes é a vitamina D, para a qual outros estudos já estão sendo conduzidos.
 Portanto, as únicas alternativas comprovadas para diminuir as doenças cardíacas são: diminuir o stressbaixar o peso, controle do colesterol e da pressão (HAS), realizar atividade física de rotina, parar o cigarro além da visita regular a seu médico e realizar os exames necessários.
 A vida saudável é possível e está mais perto do que voce imagina !!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Nozes e mortalidade por doenças do coração




 Diversos estudos médicos confirmaram que  o consumo regular de nozes está associado com a diminuição de doenças cardiovasculares e diabete tipo 2.  Porém, nunca foi estudada a associação entre o consumo de nozes e mortalidade.
 Recentemente um estudo avaliou aproximadamente 150 000 pessoas por 20 anos. Neste período mais de 20 % faleceram, observou-se que o risco de morte foi maior naqueles que não ingeriam nozes. Quanto mais frequente a ingesta, menor o risco, ou seja comer todos os dias é melhor do que comer uma ou duas vezes por semana. Também observou-se que o consumo de nozes diminuiu as mortes devido ao câncer , doenças cardíacas e doenças respiratórias.
 É sempre bom lembrar que as nozes contém alto teor calórico portanto o seu consumo em excesso pode provocar aumento de peso, quem sabe é uma boa desculpa para voce começar a praticar atividade física?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Morte súbita cardíaca durante esportes é rara em mulheres





A morte súbita cardíaca é  uma das principais causas de morte no Brasil. Estudos americanos mostram que é a principal causa de morte nos Estados Unidos, matando uma pessoa a cada 90 segundos. Sabe-se que a atividade física regular diminui o risco, porém em pessoas, que participam de exercício extenuante de maneira irregular (atletas de final de semana) este risco pode aumentar.
 Recente artigo médico publicado em uma das mais importantes revistas médicas, demonstrou que as mulheres são muito menos propensos a sofrer morte súbita cardíaca durante o exercício do que os homens.

 Este estudo foi realizado na França entre 2005 e 2010 e os pesquisadores documentaram 820 casos de morte súbita durante a prática esportiva em indivíduos dos 10 a 75 anos. 
 Apenas 5% dos casos ocorreram em mulheres e, a maioria, durante ou logo após atividade física vigorosa, principalmente corrida, ciclismo e natação.
 De acordo com os pesquisadores a morte súbita cardíaca relacionadas com o desporto foi 30 vezes menos comum entre as mulheres do que os homens, variando conforme a idade.

 Estes resultados sugerem que a morte súbita durante a prática desportiva é rara , especialmente entre as mulheres.
Portanto, o risco de morte súbita cardíaca não deve impedir as mulheres de serer fisicamente ativas, uma vez que proporciona grandes benefícios a saúde e realmente reduz o risco cardiovascular. 

 É fundamental que antes da prática de exercícios físicos regulares, o médico seja consultado para definir eventual risco.