sábado, 27 de setembro de 2014

5 mitos sobre a doença cardíaca



Nos últimos anos aprendemos muito sobre o que provoca ataques cardíacos e como evitá-los. Infelizmente muitas fantasias existem e elas provocam problemas e muitas vezes aumentam o risco de doenças do coração.

Mito 1: Se você tiver uma doença cardíaca, você não deve praticar atividade física.
"Para a grande maioria das pessoas com doença cardíaca, o sedentarismo não é uma boa ideia. Ela pode levar à formação de coágulos sanguíneos nas pernas e uma grande diminuição na condição física geral ", A atividade física ajuda a fortalecer o músculo cardíaco, melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhora a saúde geral e bem-estar.
O que você pode fazer: pergunte ao seu médico qual o tipo de exercício seria bom para você, e quanto você deve fazer. A maioria das pessoas pode andar, e qualquer quantidade de caminhada é bom para o coração.

Mito 2: É bom ter pressão arterial mais elevada quando estiver mais velho.
A pressão arterial tende a aumentar com a idade, mas o fato de que isto é frequente não significa que é bom para você. O sangue batendo contra as paredes das artérias pode danifica-los ao longo do tempo, assim é como a pressão arterial elevada aumenta o risco de ataque cardíaco e AVC  (derrame). O músculo do coração sobrecarregado se torna menos eficaz e precisa trabalhar ainda mais.
O que você pode fazer: ter sua pressão arterial controlada. Se for acima de 140/90, pergunte ao seu médico o que você pode fazer para controlá-la.

Mito 3: Você pode reduzir seu risco de doença cardíaca utilizando vitaminas e suplementos.
As vitaminas e antioxidantes antioxidantes  assim como o beta-caroteno podem diminuir o risco de doença cardíaca. No entanto, os estudos médicos  não confirmaram estes benefício ou foram conduzidas de tal forma que nenhuma conclusão pode ser tirada. A sociedade americana de cardiologia (AHA) afirma que não há provas científicas de que esses suplementos previnem ou tratam as doenças cardiovasculares.
O que você pode fazer: O corpo absorve e utiliza vitaminas e minerais melhor quando são ingeridos através de alimentos, procure comer uma grande variedade de alimentos nutritivos. Como regra, procure ter ao menos três cores de alimentos em seu prato.

Mito 4: A doença cardíaca é  problema de homens.
Desde 1984, mais mulheres do que homens morreram a cada ano de doenças cardíacas. A doença cardíaca é a principal causa de morte em mulheres com mais de 65 anos de idade, assim como é a principal causa de morte de homens.
Sabe-se que 70% dos homens e mulheres têm algum tipo de doença cardiovascular na grande maioria das vezes sem risco. Porém, o risco aumenta com a idade e após os 80 anos, 83% dos homens e uma porcentagem ainda maior de mulheres  87% são afetados.
O que você pode fazer: Se você é um homem ou uma mulher, pergunte ao seu médico para realizar um exame cardíaca, que inclui a verificação de seu colesterol e pressão arterial. Em seguida, siga as recomendações do seu médico.

Mito 5: Se você tiver uma doença cardíaca, você deve alimentar-se com pouca gordura.
É verdade que você deve comer uma dieta baixa em gordura saturada e gordura trans. Porém outras gorduras, nomeadamente as gorduras insaturadas em óleos vegetais e outros alimentos, são benéficas. Na verdade, comer peixe de alta em ômega-3 os ácidos gordos, como salmão, duas vezes por semana pode reduzir o risco de doença cardíaca.

O que você pode fazer: Incluir produtos lácteos, com baixo teor de gordura, peixes, nozes e azeite de oliva em sua dieta. Se você come carne, certifique-se os cortes são magros e retire a pele para a ingesta de aves..

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O “Doutor Google” atende hoje?




 Quem nunca pesquisou na internet sobre algum sintoma como palpitações, tentou desvendar o resultado de um exame ou procurou informações sobre o tratamento de uma doença?
 Não faltam sites com diagnósticos mágicos e promessas de curas milagrosas, provocando mais indagações e respostas fantasiosas. 
 A internet popularizou o acesso à informação e alterou a rotina nos consultórios médicos. Não raro, profissionais da área da saúde se deparam com pacientes e familiares bem informados e questionadores.  A culpa é do “Dr. Google”?
 Diante desta nova realidade, é importante definir e saber como interagir dentro deste ecossistema virtual. Os profissionais, ao invés de contestar o conteúdo da web, devem aumentar a sua participação ativa em redes sociais, fóruns de discussão, blogs ou diários virtuais, pois a geração de conteúdo cria espaços para disseminar conhecimento de qualidade a todos os interessados sejam pacientes, familiares ou cuidadores. Muitos sites, por exemplo, contam com profissionais qualificados que com seu nome qualificam e dão credibilidade à informação, aproximando os interessados da realidade cientificamente validada utilizando o mundo virtual. Os internautas tem a chance de consumir conteúdo sério e produzido por fontes confiáveis. Todos ganham com este processo.
 Há alguns anos edito este blog direcionado a difusão de conhecimentos em arritmias cardíacas. Mantê-lo atualizado exige tempo e dedicação, pois a demanda dos leitores é alta. A aproximação com os internautas transmite a real inquietação com a falta de informações, descaso com a saúde e principalmente de alguém que esclareça, que informe.  Esta lacuna está sendo ocupada pelas redes sociais. Aqui cabe a pergunta: o que o sistema de saúde ganha com isto? A resposta é simples; quanto mais esclarecidos estamos mais saudáveis seremos. Este simples fato permite que façamos as perguntas e, principalmente as escolhas corretas.
 Assim, se você é profissional da área da saúde, nunca subestime o paciente/leitor, lembre-se que a sua credibilidade é a grande ferramenta para diferenciar-se do Dr. Google. Da mesma forma, se você é usuário da internet lembre-se que na próxima vez que você for pesquisar no Dr. Google verifique atentamente a fonte destas informações.

domingo, 10 de agosto de 2014

Marcapassos e medicações: uma combinação necessária




 Esta é uma pergunta muito frequente no consultório e no blog. Estes aparelhos quando corretamente indicados não só salvam vidas como normalmente melhorar muito a sua qualidade e segurança para todos.
 Tanto os marcapassos como os desfibriladores são colocados apenas em quem tem algum tipo de arritmia cardíaca, seja o coração batendo muito devagar ou muito rápido. Outra indicação é diminuir o risco de morte súbita, principalmente em pessoas que já tem doenças cardíacas.
 A cardiopatia de maior risco é a chamada isquêmica, situação em que falta sangue para nutrir o coração e ele sofre. Nestas situações a dor no peito (angina), o infarto podem ocorrer porém até mesmo a morte súbita pode ser a manifestação inicial. 
 Diversas outras doenças do coração podem levar ao surgimento de arritmias, portanto elas são uma manifestação (sintoma) do comprometimento do coração.
 Tanto o desfibrilador como o marcapasso funcionam como complemento do tratamento e, em muitas ocasiões a utilização de medicações é fundamental para que o tratamento proporcione melhor qualidade de vida e menor risco seja realizado. 
 Estes aparelhos atuam como remédios implantados.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Um refri por dia é suficiente para aumentar o risco cardíaco



Os médicos sempre comentam que o uso excessivo de açucar na dieta está vinculado a obesidade, diabete,  sedentarismo e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
 Estudo médico recentemente publicado em uma das mais importantes revistas americanas confirmou este achado e ainda mais: os americanos adultos consomem , em média, cerca de 15% de suas calorias a partir de açúcares adicionados aos alimentos durante o processamento. 1/3 destas calorias são devido ao uso de refrigerantes chamados de "normais". 
 "Nossos resultados indicam que a maioria dos adultos norte-americanos consomem mais açúcar do que é recomendado para uma dieta saudável", escreve o Dr. Quanhe Yang (Centers for Disease Control and Prevention , Atlanta, GA).
 A recomendação é que não mais de 10% do consumo calórico deve ser do consumo de açucares. O maior consumo de vegetais e frutas auxilia, e muito na diminuição da quantidade de açucar.
 A pergunta que sempre fica tem a ver com os refrigerantes "light".  Efetivamente a quantidade de açucar é bem menor mas eles são ricos em sódio, componente que aumenta o risco de hipertensão arterial. Importante lembrar que apenas a substituição de refrigerante pode não modificar outros hábitos alimentares tais como consumo de batatas fritas, chips, chesseburgers, etc.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

20 em cada 100 obitos estão associados a obesidade




 A obesidade está cobrando um pedágio cada vez maior nos paises desenvolvidos. 1 em cada 5 óbitos nos EUA está vinculado ao aumento de peso.
  Utilizando dados de 19 estudos (quase 700 mil óbitos),  a Escola de Saúde Pública da Universidade de Colúmbia relacionou a obesidade ou sobrepeso a quase 20 % das mortes ocorridas entre 1986 e 2006.

  Os investigadores seguiram o cálculo tradicional do IMC (índice de massa corporal) normal 18,5 a 24,9, sobrepeso, 25,0-29,9 e obesidade acima de 30,0 kg/m2. 
O estudo também mostrou que a obesidade aumenta a mortalidade em todas as faixas etárias. 

"Nós acreditamos que é imperativo para o público e aqueles que constroem as políticas de saúde  a reconhecer que a saúde da população, além de mais de um século de ganhos constantes em expectativa de vida está sendo ameaçada pela epidemia de obesidade."


Am J Public Health. Publicado online 15 de agosto de 2013.