terça-feira, 1 de setembro de 2015

A medicina só sua: seus genes e a sua saúde




Há muito tempo os médicos percebem que as pessoas apresentam diferentes graus de predisposição a algumas doenças, como obesidade, diabetes além de doenças do coração. Da mesma forma, as pessoas podem ter respostas bem diferentes a um mesmo alimento ou  medicação. Um medicamento receitado para depressão, por exemplo, pode ser benéfico para algumas pessoas e, para outras, causar efeitos colaterais perturbadores, muitas vezes sérios.
Em 2001, após décadas de pesquisa, foi realizado o primeiro mapeamento do genoma humano, ou seja foi conhecido toda a informação herdada pelo nosso organismo (como nossas caracteristicas são transmitidas entre as gerações). Diversas pesquisas médicas tem sido feitas para conhecer cada vez mais esta nova dimensão do conhecimento.
Neste estudo foram desvendadas situações chamadas de polimorfismos, pequenas variações nos genes que determinam diferenças entre os indivíduos. Eles influenciam as respostas de cada pessoa a alguns tipos de alimentos, ao exercício e aos medicamentos, e também a predisposição a algumas doenças, que podem ou não se manifestar, dependendo dos hábitos de vida.
A interpretação dos polimorfismos (medicina personalizada) permite fazer a prevenção de doenças baseadas no perfil de cada um, assim como e escolha de medicamentos que tenham a resposta mais favorável. Algumas destas informações já foram comprovadas e estão a disposição de todos. Laboratórios de genética fazem exames chamados de "painéis de análise" a partir de gotas de saliva !

Apesar da ainda existir muito a descobrir e a compreender neste campo, as possibilidades de prevenção e tratamento já são imensas, e começam a fazer parte do nosso dia-a-dia e das futuras gerações.

Postagem da Dra Simone Peccin, endocrinologista.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O papel das emoções em nosso dia-a-dia


 Sabemos o papel que as mais diversas emoções desencadeiam em nossa rotina. Mas voce já pensou como isto realmente é importante??? Neste belo post a psicóloga Carolina Halperin (sim, é minha parente) compara a animação Divertida Mente com a vida real. Leitura rápida porém enriquecedora.

 Diante das várias teorias que podem ser encontradas por trás da animação Divertida Mente, um aspecto salta aos olhos dos psicólogos: a mensagem sobre a importância da congruência emocional para a saúde mental. ...... segue 

terça-feira, 9 de junho de 2015

Emagrecimento e arritmias cardiacas




  Sabemos que a fibrilação atrial é uma das arritmias mais frequentes podendo causar fraqueza, falta de ar e palpitações além de aumenta o risco de problemas mais graves, como acidente vascular cerebral (derrame).
  Estima-se que nos Estados Unidos cinco milhões de pessoas tenham fibrilação atrial, a grande maioria ainda sem diagnóstico. Sabemos também que aproximadamente 40 % dos americanos tem sobrepeso ou mesmo obesidade
   Estudo médico recente mostrou que o aumento de peso, além das outras consequências, também está associada com risco de fibrilação atrial.
  Este ano foi apresentado no congresso da Sociedade Americana de Cardiologia um importante trabalho que mostrou uma face muito promissora: a diminuição do peso também diminui o risco de fibrilação atrial e este efeito perdura enquanto o peso estiver controlado.
 "Os pacientes que perderam mais peso e mantiveram um peso mais estável ao longo de quatro anos, mostraram importante redução na fibrilação atrial e suas complicações" concluiram os autores.
 A perda de peso também levou a mudanças favoráveis ​​dos fatores de risco cardiovasculares, como a hipertensão arterial, apnéia do sono e diabetes, além de melhorias na função do coração."
 Os pesquisadores avaliaram 355 participantes por uma média de quatro anos. Todos os participantes eram obesos e tinham fibrilação atrial no início do estudo. Para incentivar a perda de peso, a clínica utilizada, uma abordagem motivacional, que incluiu três visitas por mês, orientação dietética detalhada, exercícios de baixa intensidade, aconselhamento e manutenção de uma dieta diária e diário de atividade física em pessoas de apoio.
 A perda de peso também foi associado com mudanças significativas no coração incluindo pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue. É certo que todos os fatores juntos podem contribuir para a diminuição de derrames porem este estudo é o primeiro com acompanhamento de longo prazo e seus resultados são muito importantes pois já sabemos que o controle do peso traz diversos benefícios de saúde porém ele pode também estar vinculado a saúde do cérebro. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Exercicio diminui o risco de novas arritmias




  Muitos pacientes diminuem sua atividade diária, prática de exercícios físicos, inclusive sexual, após a colocação de marcapassos ou desfibriladores cardíacos. As causas mais frequentes são falta de informações, ansiedade e medo de que as atividades possam gastar mais as baterias ou provocar descargas do aparelho.    Diversos estudos médicos já mostraram que estas limitações não aumentam o funcionamento do aparelho além de diminuirem muito a qualidade de vida dos pacientes e familiares.   Sabe-se que a prática de exercícios aeróbicos moderados pode melhorar a saúde cardiovascular em pacientes que receberam um cardioversor-desfibrilador implantável (CDI) sem aumentar o número de choques.   Em março de 2015 foi publicado em importante revista médica um estudo que demostrou que a prática regular de atividade física (ao menos duas horas e meia por semana) não tem relação com o eventual aumento do número de choques. Mais importante ainda foi a demonstração da melhora da capacidade física daqueles que praticam exercícios. Estes exercícios podem ser apenas uma caminhada em passo moderado, divididos em pelo menos 3 sessões por semana, seguidos de alongamentos.  Estes achados sugerem que a prática de atividade física é segura, levando a melhora na qualidade de vida nos portadores de desfibriladores.  Os resultados não são surpreendentes mas confirmam a importância da realização de atividade física regular mesmo para aqueles que acreditam que ela pode ser perigosa.   É sempre bom lembrar que o médico deve ser consultado antes de iniciar a atividade em todo o paciente com doença cardíaca.



segunda-feira, 16 de março de 2015

Diagnóstico de arritmias pelo telefone





 A internet passou a fazer parte do dia-a-dia de todos e,  integração de outros aparelhos está multiplicando a sua utilidade. 
 A utilização do telefone celular como ferramentas para auxiliar no diagnóstico de doenças é uma realidade. Já existem centenas de aplicativos voltados desde a prevenção até mesmo auxiliar o tratamento de diversas doenças.
 Estudos mostram que 85 % dos usuários da internet já procuraram informações sobre medicina e aproximadamente 30 % dos usuários de smartphones já baixaram aplicativos de saúde.
Recentemente foi aprovado  pela agência reguladora de saúde (FDA) americana um aparelho que adquire o eletrocardiograma direto pelo celular.


 Este equipamento pode ser utilizado por qualquer pessoa e o traçado encaminhado para seu médico. Estudos mostraram que este é um método muito eficaz para o diagnóstico de arritmias de risco, eventuais desencadeantes e até mesmo sua duração e risco. Muitas, se não tratadas, podem levar até mesmo a derrames (AVC).
 A tecnologia móvel na saúde continua a desenvolver-se em um ritmo muito rápido devido a diversas vantagens em relação aos instrumentos tradicionais tais como custo, acessibilidade e maior informação do paciente com sua doença.
 Este equipamento não está disponível para comercialização no Brasil porém,  no consultório já estou avaliando a sua eficácia e utilidade em alguns pacientes.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Conselhos médicos na televisão




 Todos nós temos um tio/tia (ou amigo/a, namorado/a, primo, etc)  divulgando os benefícios de recomendações médicas e/ou dietéticas dos programas de TV. As vezes fica difícil dizer que é legal ouvir mas voce não está interessado. Estudos médicos recentemente publicados mostram que   aproximadamente metade das "recomendações" médicas apresentadas não estão corretas ou pior, estão em contradição com as melhores evidências disponíveis, de acordo com um estudo publicado por prestigiada revista médica inglesa.

 "As decisões em torno de questões de saúde são muitas vezes desafiador e requer muito mais do que as recomendações não-específicos com base em pouca ou nenhuma evidência de profissionais de saúde mídia", concluem os pesquisadores. 

 "O público deve ser cético sobre as recomendações feitas em programas de entrevistas médicas."



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