segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Porque só existem revistas velhas nos consultórios médicos ?


 Certamente voce já pensou em algo como: Puxa vida, porque o dr. não compra revistas novas?  Será que ele não quer gastar dinheiro assinando a revista X ou Y?

 A resposta é simples mas inesperada para muitos:  verdade é que quase todos os consultórios tem revistas novas, o problema é que alguns clientes pegam "emprestado" as revistas novas e "esquecem" que outras pessoas podem também se interessar em conhecer as novidades.

 Outra observação interessante é que as chamadas revistas de "fofocas" são levadas ainda mais rapidamente. 

 Apesar de ser realidade em praticamente todos os consultórios, recente artigo publicado em revista médica britânica colocou este assunto de maneira clara. Esta revista (British Medical Journal) publica sempre no final do ano alguns artigos sobre aspectos curiosos da prática médica.

 Apenas um alerta: as recepcionistas, na maioria das vezes, sabem que leva as revistas portanto, na proxima vez pense duas vezes antes de dizer "vou levar mas logo devolvo".

fonte

sábado, 27 de setembro de 2014

5 mitos sobre a doença cardíaca



Nos últimos anos aprendemos muito sobre o que provoca ataques cardíacos e como evitá-los. Infelizmente muitas fantasias existem e elas provocam problemas e muitas vezes aumentam o risco de doenças do coração.

Mito 1: Se você tiver uma doença cardíaca, você não deve praticar atividade física.
"Para a grande maioria das pessoas com doença cardíaca, o sedentarismo não é uma boa ideia. Ela pode levar à formação de coágulos sanguíneos nas pernas e uma grande diminuição na condição física geral ", A atividade física ajuda a fortalecer o músculo cardíaco, melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhora a saúde geral e bem-estar.
O que você pode fazer: pergunte ao seu médico qual o tipo de exercício seria bom para você, e quanto você deve fazer. A maioria das pessoas pode andar, e qualquer quantidade de caminhada é bom para o coração.

Mito 2: É bom ter pressão arterial mais elevada quando estiver mais velho.
A pressão arterial tende a aumentar com a idade, mas o fato de que isto é frequente não significa que é bom para você. O sangue batendo contra as paredes das artérias pode danifica-los ao longo do tempo, assim é como a pressão arterial elevada aumenta o risco de ataque cardíaco e AVC  (derrame). O músculo do coração sobrecarregado se torna menos eficaz e precisa trabalhar ainda mais.
O que você pode fazer: ter sua pressão arterial controlada. Se for acima de 140/90, pergunte ao seu médico o que você pode fazer para controlá-la.

Mito 3: Você pode reduzir seu risco de doença cardíaca utilizando vitaminas e suplementos.
As vitaminas e antioxidantes antioxidantes  assim como o beta-caroteno podem diminuir o risco de doença cardíaca. No entanto, os estudos médicos  não confirmaram estes benefício ou foram conduzidas de tal forma que nenhuma conclusão pode ser tirada. A sociedade americana de cardiologia (AHA) afirma que não há provas científicas de que esses suplementos previnem ou tratam as doenças cardiovasculares.
O que você pode fazer: O corpo absorve e utiliza vitaminas e minerais melhor quando são ingeridos através de alimentos, procure comer uma grande variedade de alimentos nutritivos. Como regra, procure ter ao menos três cores de alimentos em seu prato.

Mito 4: A doença cardíaca é  problema de homens.
Desde 1984, mais mulheres do que homens morreram a cada ano de doenças cardíacas. A doença cardíaca é a principal causa de morte em mulheres com mais de 65 anos de idade, assim como é a principal causa de morte de homens.
Sabe-se que 70% dos homens e mulheres têm algum tipo de doença cardiovascular na grande maioria das vezes sem risco. Porém, o risco aumenta com a idade e após os 80 anos, 83% dos homens e uma porcentagem ainda maior de mulheres  87% são afetados.
O que você pode fazer: Se você é um homem ou uma mulher, pergunte ao seu médico para realizar um exame cardíaca, que inclui a verificação de seu colesterol e pressão arterial. Em seguida, siga as recomendações do seu médico.

Mito 5: Se você tiver uma doença cardíaca, você deve alimentar-se com pouca gordura.
É verdade que você deve comer uma dieta baixa em gordura saturada e gordura trans. Porém outras gorduras, nomeadamente as gorduras insaturadas em óleos vegetais e outros alimentos, são benéficas. Na verdade, comer peixe de alta em ômega-3 os ácidos gordos, como salmão, duas vezes por semana pode reduzir o risco de doença cardíaca.

O que você pode fazer: Incluir produtos lácteos, com baixo teor de gordura, peixes, nozes e azeite de oliva em sua dieta. Se você come carne, certifique-se os cortes são magros e retire a pele para a ingesta de aves..

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

O “Doutor Google” atende hoje?




 Quem nunca pesquisou na internet sobre algum sintoma como palpitações, tentou desvendar o resultado de um exame ou procurou informações sobre o tratamento de uma doença?
 Não faltam sites com diagnósticos mágicos e promessas de curas milagrosas, provocando mais indagações e respostas fantasiosas. 
 A internet popularizou o acesso à informação e alterou a rotina nos consultórios médicos. Não raro, profissionais da área da saúde se deparam com pacientes e familiares bem informados e questionadores.  A culpa é do “Dr. Google”?
 Diante desta nova realidade, é importante definir e saber como interagir dentro deste ecossistema virtual. Os profissionais, ao invés de contestar o conteúdo da web, devem aumentar a sua participação ativa em redes sociais, fóruns de discussão, blogs ou diários virtuais, pois a geração de conteúdo cria espaços para disseminar conhecimento de qualidade a todos os interessados sejam pacientes, familiares ou cuidadores. Muitos sites, por exemplo, contam com profissionais qualificados que com seu nome qualificam e dão credibilidade à informação, aproximando os interessados da realidade cientificamente validada utilizando o mundo virtual. Os internautas tem a chance de consumir conteúdo sério e produzido por fontes confiáveis. Todos ganham com este processo.
 Há alguns anos edito este blog direcionado a difusão de conhecimentos em arritmias cardíacas. Mantê-lo atualizado exige tempo e dedicação, pois a demanda dos leitores é alta. A aproximação com os internautas transmite a real inquietação com a falta de informações, descaso com a saúde e principalmente de alguém que esclareça, que informe.  Esta lacuna está sendo ocupada pelas redes sociais. Aqui cabe a pergunta: o que o sistema de saúde ganha com isto? A resposta é simples; quanto mais esclarecidos estamos mais saudáveis seremos. Este simples fato permite que façamos as perguntas e, principalmente as escolhas corretas.
 Assim, se você é profissional da área da saúde, nunca subestime o paciente/leitor, lembre-se que a sua credibilidade é a grande ferramenta para diferenciar-se do Dr. Google. Da mesma forma, se você é usuário da internet lembre-se que na próxima vez que você for pesquisar no Dr. Google verifique atentamente a fonte destas informações.

domingo, 10 de agosto de 2014

Marcapassos e medicações: uma combinação necessária




 Esta é uma pergunta muito frequente no consultório e no blog. Estes aparelhos quando corretamente indicados não só salvam vidas como normalmente melhorar muito a sua qualidade e segurança para todos.
 Tanto os marcapassos como os desfibriladores são colocados apenas em quem tem algum tipo de arritmia cardíaca, seja o coração batendo muito devagar ou muito rápido. Outra indicação é diminuir o risco de morte súbita, principalmente em pessoas que já tem doenças cardíacas.
 A cardiopatia de maior risco é a chamada isquêmica, situação em que falta sangue para nutrir o coração e ele sofre. Nestas situações a dor no peito (angina), o infarto podem ocorrer porém até mesmo a morte súbita pode ser a manifestação inicial. 
 Diversas outras doenças do coração podem levar ao surgimento de arritmias, portanto elas são uma manifestação (sintoma) do comprometimento do coração.
 Tanto o desfibrilador como o marcapasso funcionam como complemento do tratamento e, em muitas ocasiões a utilização de medicações é fundamental para que o tratamento proporcione melhor qualidade de vida e menor risco seja realizado. 
 Estes aparelhos atuam como remédios implantados.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Um refri por dia é suficiente para aumentar o risco cardíaco



Os médicos sempre comentam que o uso excessivo de açucar na dieta está vinculado a obesidade, diabete,  sedentarismo e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
 Estudo médico recentemente publicado em uma das mais importantes revistas americanas confirmou este achado e ainda mais: os americanos adultos consomem , em média, cerca de 15% de suas calorias a partir de açúcares adicionados aos alimentos durante o processamento. 1/3 destas calorias são devido ao uso de refrigerantes chamados de "normais". 
 "Nossos resultados indicam que a maioria dos adultos norte-americanos consomem mais açúcar do que é recomendado para uma dieta saudável", escreve o Dr. Quanhe Yang (Centers for Disease Control and Prevention , Atlanta, GA).
 A recomendação é que não mais de 10% do consumo calórico deve ser do consumo de açucares. O maior consumo de vegetais e frutas auxilia, e muito na diminuição da quantidade de açucar.
 A pergunta que sempre fica tem a ver com os refrigerantes "light".  Efetivamente a quantidade de açucar é bem menor mas eles são ricos em sódio, componente que aumenta o risco de hipertensão arterial. Importante lembrar que apenas a substituição de refrigerante pode não modificar outros hábitos alimentares tais como consumo de batatas fritas, chips, chesseburgers, etc.